A ProComp, um grupo de empresas de informática formado pela Sun Microsystems, Oracle, entre outras, que visa a imposição de medidas mais duras contra a Microsoft, acaba de criticar mais uma vez a gigante de software. Este grupo afirma que o Special Pack 1 do Windows XP e Special Pack 3 do Windows 2000 contêm violações claras ao acordo antitrust entre a companhia e o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos.



Apesar de este grupo de pressão não concordar com o conteúdo do acordo, decidiu aproveitar a oportunidade para enviar uma carta ao Departamento de Justiça onde são apontadas e explicadas seis violações. A ProComp afirma que irá publicar dentro em breve o seu estudo dos procedimentos de divulgação dos Application Program Interfaces (APIs) da Microsoft.



Segundo o estudo enviado ao DOJ, o novo item "Set Program Access and Defaults", que foi introduzido com o Service Pack 1 para o Windows XP com vista a supostamente permitir que os utilizadores ocultem o acesso a middleware (programas integrados na plataforma),é confuso e irá apenas facilitar a substituição de produtos caso estes tenham sido modificados para suportar esta funcionalidade.



A ProComp nota que é possível fazer algo bastante semelhante com a funcionalidade de acrescentar/remover programas. Por outro lado, afirma que se a Microsoft tivesse a cumprir de facto o que ficou estabelecido, o sistema poderia, por exemplo, inspeccionar o disco rígido para verificar quais os programas concorrentes que estavam instalados.



Outro problema identificado pelo grupo de pressão é que, caso o utilizador pretenda efectuar o download do Special Pack 1, necessita de ter aberto o browser Internet Explorer. Por outro lado, o item "Set Program Access and Defaults" tem um nome demasiado complexo e pouco intuitivo, não inclui instruções e apenas pode ser obtido através dos novos pacotes de actualização, apesar de se tratar uma pequena aplicação rotineira.



Os autores do documento queixam-se ainda que muitos fabricantes de computadores só tencionam começar a comercializar novos modelos com o Special Pack 1 a partir do próximo ano, apesar de terem disposto de muito tempo para testar e instalar o software de modo a que estivesse disponível por altura do Natal.



A quinta violação registada refere-se ao facto de a funcionalidade Shop for Music, a pasta My Music do Windows XP actualizada para adquirir discos online, ter levado automaticamente a abrir o Internet Explorer. Isto aconteceu mesmo depois de se ter seleccionado para browser por defeito o Netscape e de se ter ocultado o acesso ao navegador da Microsoft.



O grupo alega ainda que a Microsoft não integrou um controlo de middleware uma opção para desligar a .Net Framework Common Language Runtime, uma alternativa da Microsoft à Java Virtual Machine da Sun.


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