A morte de George Floyd às mãos da polícia em Minneapolis no final de maio não deixou o mundo indiferente aos problemas da discriminação e injustiça racial. Além de demonstrarem o seu apoio aos manifestantes, as gigantes tecnológicas estão a também a ganhar consciência de que a iniquidade racial é algo que existe no centro das suas operações. A Microsoft quer mudar e afirma que está a reunir esforços para apoiar as pessoas negras, quer sejam colaboradores ou donas que negócios com quem a empresa estabelece parcerias.

Em comunicado no blog oficial da Microsoft, Satya Nadella, CEO da empresa, detalha as medidas que vão ter tomadas. Entre elas, estão planos para aumentar o número de colaboradores negros que está em cargos de gerência ou liderança nos Estados Unidos até 2025. A empresa planeia ainda investir 150 milhões de dólares em esforços para aumentar a diversidade e inclusão.

Além disso, a Microsoft quer que todos os funcionários que não são negros se tornem melhores aliados e, a partir de 2021, fará com que participem obrigatoriamente em treinos onde se discutirá, por exemplo, experiência das comunidades negras.

De acordo com Satya Nadella, a gigante tecnológica vai empenhar-se em garantir uma maior diversidade no que toca às empresas com quem trabalha. Ao todo, a Microsoft planeia estabelecer parcerias com o dobro das organizações lideradas por pessoas negras. Já em 2019, a empresa investiu mais de 2,9 mil milhões de dólares na colaboração com negócios liderados por mulheres, minorias, veteranos e membros da comunidade LGBT.

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O CEO da Microsoft anunciou também a criação de um fundo de 50 milhões de dólares para ajudar os donos de pequenas empresas e de um investimento no mesmo valor na sua iniciativa que tem em vista a reforma do sistema judicial.

Satya Nadella admite que, embora a empresa se comprometa a fazer uma mudança a longo prazo, esta ainda tem um longo caminho a percorrer. O Diversity and Inclusion Report de 2019 da Microsoft revela que apenas 4,5% de todos os seus funcionários e 2,7% dos seus executivos são negros. “Nós ouviremos e aprenderemos. Nós teremos em conta o feedback e faremos ajustes. Tudo começa quando cada um de nós se compromete a trabalhar e a ajudar a ser um agente da mudança”, sublinha o CEO.

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