O Ministério da Economia lançou hoje a iniciativa PME Digital que tem como principal finalidade incentivar a utilização da Internet e do comércio electrónico pelas pequenas e médias empresas. Para este projecto o Governo disponibilizou 4 milhões de contos, valor que divide entre a criação do Sistema de Incentivos à Participação das PMEs na Economia digital (SIPMED), com 3 milhões de contos, e o apoio à constituição de Redes de Informação e Assistência Técnica (RIAT) que arrancam hoje com a publicação do caderno de encargos com duração prevista de um ano contando e dotação orçamental de 1 milhão de contos.



De salientar que o SIPPMEED se dirige especificamente às PMEs, enquanto as RIAT se destinam às entidades sem fins lucrativos do tecido empresarial, entre elas as associações empresariais e entidades do sistema científico e tecnológico, escolas tecnológicas e superiores.



Esta iniciativa, que está incluída na Medida 2.1 B do Programa Operacional da Economia (POE), visa assim a modernização das actividades e estruturas empresariais, incentivando as PMEs a participar de forma cada vez mais activa na economia digital, tanto em Portugal como no exterior. O Ministério da Economia pretende assim alterar os aspectos de gestão e organização das empresas que necessitam, urgentemente, de ser renovados e implementar a utilização da tecnologia electrónica para que estas possam competir na eEconomia.



A apresentação contou com a presença do Primeiro Ministro António Guterres que destacou, durante a sessão de encerramento, a importância deste tipo de iniciativas e o facto de o Orçamento de Estado para 2002 contar com a maior fatia de sempre para a área da tecnologia. Relembrou também que, embora o nosso país tenha um volume de produção científico e de investigação relativamente baixo em relação aos outros países europeus, temos por outro lado uma das dinâmicas de crescimento mais altas da Europa – exemplo disso é o facto de ocuparmos o segundo lugar em relação ao número de doutorados e o quarto no que toca ao aumento de número de investigadores. Segundo António Guterres, apesar do evidente retardamento tecnológico, Portugal está no bom caminho até porque são iniciativas desta natureza que nos vão permitir vencer o atraso estrutural, sublinha.



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