Embora o executivo de Donald Trump tenha afirmado, no final de junho deste ano, que a empresa da maçã teria de cumprir taxas de importação para o seu novo Mac Pro, a agência responsável pela política comercial dos Estados Unidos confirmou que os seus reguladores aprovaram 10 dos 15 pedidos para isenções nas tarifas dos componentes do dispositivo requeridos pela gigante tecnológica, avança a Bloomberg.

Após ter enviado uma carta aberta à Casa Branca alertando o Governo que novas taxas e a respetiva resposta da China irão afetar as tecnológicas americanas que fabricam os seus produtos no país, a Apple parece ter dado um passo vencedor na guerra comercial entre as duas nações.

Em junho deste ano, a gigante tecnológica anunciou que contratou a chinesa Quanta Computer para fabricar o Mac Pro, o último grande dispositivo da Apple a ser produzido nos Estados Unidos, tendo planos para aumentar a produção em instalações perto de Shangai. Por trás da decisão estava o aumento de 200 mil milhões de importações chinesas em 25% por parte do governo norte-americano, o qual ameaçou impor novas taxas de 300 mil milhões de euros nestas importações.

Contudo, tal como noticia a Bloomberg, no final desse mesmo mês, Tim Cook, CEO da Apple, indicou que talvez os planos fossem diferentes, dando a entender que o objetivo por trás das isenções tarifárias estaria relacionado com o desejo de a empresa continuar a sua produção final do computador nos Estados Unidos, recrutando a ajuda da fabricante chinesa para desenvolver os componentes necessários à sua construção.

Numa guerra comercial sem um fim à vista entre as duas potências mundiais, representantes governamentais dos departamentos comerciais dos Estados Unidos e da China estão reunidos em Washington para decidir o futuro da relação entre países, no entanto, um acordo parece ainda não estar previsto, indica a Reuters.

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