O negócio já foi formalmente aprovado nos Estados Unidos mas a Oracle tem ainda de obter a aprovação da compra da Sun por parte da Comissão Europeia, cuja demora em comunicar a decisão formal está a levantar preocupação.

O Financial Times escrevia ontem que a Oracle enfrenta a possibilidade de uma objecção formal de Bruxelas, já que o executivo europeu continua a mostrar algumas dúvidas quanto ao negócio.

De acordo com o mesmo jornal, que cita uma fonte próxima do processo, a companhia liderada por Larry Ellison recusou-se a fazer concessões aos pedidos dos reguladores da concorrência. Esta postura terá levado a Comissão Europeia a considerar a emissão de uma declaração de objecções, o primeiro passo para bloquear o negócio.

Uma das preocupações de Bruxelas prende-se com a continuidade da base de dados open source MySQL, que o executivo teme que seja abandonado face ao peso que o negócio de bases de dados proprietárias tem na Oracle.

A Comissão Europeia tem vindo a ser pressionada por várias entidades para bloquear este negócio através de cartas onde argumentavam que este é um passo que prejudica o desenvolvimento do open source. Entre os signatários dessas cartas contam-se a organização de defesa das liberdades civis digitais Open Rights Group, uma organização ligada à propriedade intelectual, a Knowledge Ecology International e Richard Stallman, um dos fundadores da Free Software Foundation.

Esta não é a primeira vez que a Oracle faz frente às exigências da Comissão Europeia, uma posição que valeu algumas dificuldades na aprovação da compra da PeopleSoft.

Larry Ellison afirmou recentemente que o atraso na aprovação está a causar perdas de 100 milhões de dólares por mês à Sun.

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