Um relatório divulgado pela Organization for Economic Cooperation and Development (OECD) em Paris e que reuniu as 30 nações mais industrializadas do mundo ocidental, concluiu que o spam (emails não solicitados que enchem as caixas de correio electrónico de milhares de utilizadores) é encarado como um problema global, mas actualmente está a registar maior impacto nos países em desenvolvimento.

De acordo com o estudo, países subdesenvolvidos nos continentes africano e asiático sofrem com a falta de conhecimento, meios tecnológicos e capacidades financeiras de forma a combater o aumento de spam nas redes de comunicação.

Como consequência, os utilizadores nestas regiões são atingidos pela interrupção do serviço de Internet, o que faz com que tenham uma atitude de desconfiança que pode aumentar a divisão digital já percepcionada.

A pesquisa, elaborada por Suresh Ramasubramanian, consultor da OECD, reflecte muitas vozes dos representantes dos países em desenvolvimento que participaram, no ano passado, na segunda fase do World Summit on the Information Society (WSIS), realizado em Dezembro.

Para impedir o envio de spam, a OECD recomenda que os governos adoptem com urgência legislação contra a prática e que os fornecedores de serviço de Internet (ISP) invistam em tecnologias de filtros contra as mensagens indesejadas.

Outra recomendação do estudo é que os países afectados criem grupos especializados para combater incidentes de segurança, semelhantes ao CERT (Computer Emergency Reponse Teams).

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