Há muito que a Samsung lidera o mercado dos smartphones, vendendo mais que rivais como a Apple ou a Huawei. Mas segundo um relatório disponibilizado pela empresa especialista em análises de mercado Canalys, a Huawei poderá ter assumido o primeiro lugar, no último trimestre, correspondente a abril-junho deste ano. Este até foi o objetivo da empresa chinesa traçado para este ano, mas as ações dos Estados Unidos contra a fabricante, colocando-a na lista negra, dificultaram as suas operações.

Ainda assim, a situação pandémica parece ter influenciado os resultados, com a Huawei a lançar no mercado 55,8 milhões de smartphones, mesmo que com um decréscimo de 5% face ao ano passado. Mas o “tombo” da Samsung foi maior, tendo diminuindo 30% para 53,7 milhões de equipamentos colocados nas lojas. No entanto, 70% dos smartphones são vendidos na China, cujo mercado não foi tão atingido pela COVID-19 como outros mercados onde opera a Samsung. Já a Samsung não tem expressão na China, com uma quota com menos de 1%.

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Segundo o analista sénior da Canalys, Bem Staton, muitos acreditariam que esta situação acontecesse há um ano, muito devido às sanções colocadas pelos Estados Unidos. No entanto, acredita que o seu posicionamento aconteceu devido à pandemia de COVID-19. “A Huawei tirou total partido da recuperação da economia chinesa para expandir o seu negócio de smartphones.

A especialista afirma que chegar ao primeiro lugar é muito importante para a Huawei, que se encontra desesperada para mostrar a sua força a consumidores domésticos, fornecedores de componentes e developers de software. Precisa de os convencer a investir, com esta mensagem de sucesso, para os próximos meses. No entanto, defende que será difícil a Huawei manter-se no primeiro lugar por muito tempo, já que em outros mercados, como a Europa, é considerado o risco de segurança da empresa chinesa. A sua força na China não é suficiente para manter o primeiro lugar no top das fabricantes que mais vende, assim que a economia começar a recuperar.

A Huawei anunciou os resultados financeiros dos seus negócios, correspondente ao primeiro semestre de 2020, revelando um crescimento de 13,1% face ao período homólogo do ano passado. Os resultados confirmam o bom posicionamento da empresa chinesa no mercado, mesmo quando foi colocada na lista negra dos Estados Unidos. A IDC EMEA tinha revelado que a empresa continuava a dominar o mercado em países da América Latina, e na Rússia era líder de mercado.

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