O Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação & Desenvolvimento Empresarial (SIFIDE) recebeu 3.283 candidaturas ao longo de 2020. As empresas declararam investimentos em investigação e desenvolvimento (I&D) de 1.558 milhões de euros, solicitando crédito fiscal relativo a esse investimento de 745 milhões de euros. Os valores representam subidas de, respetivamente, 27% e de 36% face ao ano anterior.

As 3.283 candidaturas correspondem a 8.010 projetos de I&D, mais 24% do que em 2019, quando foram registados 6.467 projetos. Em 2020, identificaram-se 680 empresas com atividades de I&D que não tinham submetido candidatura ao SIFIDE em 2019.

Desde 2017 que se verifica um crescimento significativo do investimento em I&D pelas empresas, reflexo do desenvolvimento de novos produtos ou processos tecnológicos, bem como do surgimento de fundos de capital de risco em I&D.

Os dados da Agência Nacional de Inovação (ANI) indicam que, em 2020, a região Norte apresentou 41% das candidaturas ao SIFIDE (1.343), seguida da Área Metropolitana de Lisboa (28%) e do Centro (23%).

No investimento declarado, o Norte representou 38% do total, com 595 milhões de euros, seguido pela Área Metropolitana de Lisboa (37%), com 576 milhões. Estes valores mantêm as tendências observadas desde 2015.

Os setores com maior volume de candidaturas e de investimento declarado em I&D entre 2015 e 2020 foram a informação e comunicação, a consultoria técnica, científica e serviços de apoio e o comércio por grosso e a retalho, nos serviços. Nas indústrias transformadoras, foram os produtos e preparações farmacêuticas, o equipamento informático, elétrico, eletrónico e de ótica, a alimentação e bebidas e o material de transporte.

Os dados do SIFIDE mostram que em 2020 houve 470 empresas com 1.180 doutorados a realizar investigação e desenvolvimento, quando em 2014, estes valores eram de 188 empresas e 417 doutorados, representando um aumento de 182% em recursos humanos altamente qualificados. A despesa associada a um doutorado apresentada ao SIFIDE permite à empresa que a apresenta recuperar entre 0,39€ e 0,99€ por cada euro do seu salário, refere a ANI.

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Os dados sobre as candidaturas a incentivos fiscais vêm juntar-se aos divulgados a semana passada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que indicavam igualmente um novo máximo histórico em Portugal da despesa total em I&D, que cresceu 7% em 2020, correspondente a 211 milhões de euros face a 2019, representando 1,6% do PIB.

O relatório salientava que o aumento foi particularmente expressivo nas empresas, tendo crescido 15% em 2020 e 75% desde 2015. O setor atingiu os 0,89% do PIB, somando um total de 1.811 milhões de euros em 2020, passando a representar 57% da despesa total em I&D.

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