A PHC disponibiliza a partir de hoje uma nova aplicação de ERP para micro-empresas, com um novo sistema de licenciamento que dispensa o investimento inicial no software e em servidores, facilitando a adesão. O custo mensal parte dos 49 euros, para dois utilizadores, e já inclui o serviço de DataCenter.

O projecto já estava a ser preparado há dois anos e meio e passou por várias fases de testes antes de ver a luz do dia, entre as quais uma fase de pilotos com duas dezenas de empresas desde Janeiro.

Ricardo Parreira, director geral da PHC, explica ao TeK que o PHC FX vem cobrir um segmento de empresas que não estava abrangido pelas soluções de gestão da software-house. “Sentimos que as micro-empresas têm necessidades tão válidas de ferramentas fiáveis e fáceis de utilizar como as companhias de maior dimensão. Ou até mais porque têm menos recursos para dedicar a esta área”, justifica.

[caption]PHC FX[/caption]

O investimento inicial para a adopção de um software de gestão, com alguma adaptação aos seus processos, compra de servidores e formação, era um entrave que fazia com que muitas empresas acabassem por recorrer a meros programas de facturação, baseando a análise e registo em aplicações como o Excel.

Com o PHC FX o objectivo é dar a estas empresas uma solução fiável, segura e acessível em qualquer lado e em qualquer sistema operativo através do browser. Os dados estão guardados num servidor do Datacenter da Interhost, com todas as garantias de confidencialidade e segurança que um sistema de alojamento profissional podem assegurar, com backups diários e redundância geográfica.

Não há qualquer investimento inicial a fazer e as empresas só têm de pagar 39 euros por mês por duas licenças e mais 10 euros por mês para o alojamento dos dados.

“Parte desta tecnologia, sobretudo as análises, só estava à disposição de grandes empresas” lembra Ricardo Parreira, que acredita que o PHC FX trará maior flexibilidade às micro-empresas para gerir a sua informação de gestão, que irá garantir maior competitividade.

O potencial de utilização da aplicação é enorme. A PHC estima que existam 150 mil micro empresas em Portugal e 1,9 milhões de Espanha, um mercado que também quer conquistar. Ainda assim Ricardo Parreira é bastante conservador nas projecções de adesão, apontando para um total de 200 clientes até final do ano e 5 mil a 5 anos.

A internacionalização da aplicação é um dos objectivos definidos pela PHC que tem já os interfaces preparados em Espanhol e Inglês. Tal como em Portugal, onde a solução será comercializada através de parceiros, a PHC está à procura dos aliados certos além-fronteiras para levar o PHC FX a outros destinos, por enquanto na Europa, já que o software não suporta ainda multi-moeda.

Em Portugal estão também previstos outros desenvolvimentos para a solução em modelo SaaS (Software as a Service). Sem canibalizar as outras aplicações que comercializa, a PHC quer estender o PHC FX a empresas de maior dimensão e está previsto dentro de um ano o lançamento da solução Advanced, destinada a PMEs.

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