Dentro de 15 dias vão existir mais espaços onde será possível levantar o cartão de cidadão. A garantia foi dada hoje por Alexandra Leitão, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, em entrevista à TSF, onde revelou que está a ser feito um esforço adicional para contrariar as dificuldades geradas pela pandemia de COVID-19.

“Nós, juntamente com o Ministério da Justiça, estamos a trabalhar numa solução que vai diversificar muitíssimo o número de locais onde se pode levantar o cartão de cidadão”, sublinha a ministra. De acordo com Alexandra Leitão, o trabalho está a ser feito no sentido de possibilitar a entrega do documento nos cerca de 600 Espaços Cidadão que existem nas freguesias do país, o que promete “seguramente descongestionar muito essa dificuldade”.

Recorde-se que, no final de julho, a Estratégia de Inovação e Modernização do Estado e da Administração para o período 2020-2023 foi publicada em Diário da República prevendo a abertura de mais seis Lojas do Cidadão até 2023 e o aumento do número de Espaços Cidadão, apostando na diversificação das unidades móveis de apoio ao cidadão que percorrem as zonas de baixa densidade.

Governo quer criar uma Loja do Cidadão virtual como reforço aos espaços físicos
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A estratégia prevê ainda a criação de uma espécie de Loja do Cidadão virtual, apresentando uma interface entre os utentes, os cidadãos, empresas e o Estado. Este inclui “uma única porta virtual e isto implica robustecer o portal do cidadão que já existe, torná-lo uma coisa mais forte”, salientou Alexandra Leitão em entrevista à Lusa.

43 mil funcionários públicos em teletrabalho

Os mais recentes dados do Ministério da Administração Pública (MMEAP), avançados pelo Jornal de Negócios, revelam que, a 30 de junho, existiam cerca de 43 mil funcionários públicos em regime de trabalho remoto. Do total, 61% estão em teletrabalho parcial e 39% estão a cumprir a totalidade das suas funções de forma remota.

Os valores anunciados demonstram que “24% dos trabalhadores cujas funções são compatíveis com o teletrabalho” estavam a cumprir o novo regime laboral no final de junho, uma percentagem que se aproxima da meta de 25% anunciada pelo Governo.

Alexandra Leitão indica que o Governo faz um balanço positivo da forma como os serviços públicos têm respondido nos últimos meses, tendo em conta as “reuniões tidas com dirigentes e das próprias conversas que tivemos com sindicatos”. “A conclusão a que chegamos é que (…) não encontramos aqui situações de redução de produtividade ou de qualidade dos serviços públicos”, afirma a ministra.

Segundo Alexandra Leitão, a meta dos 25% “não vai mudar” e explica que “naturalmente também não vamos travar de propósito para cumprir o objetivo para 2023”. A ministra indica ainda que o Ministério a seu cargo já se reuniu com os sindicatos, “para fazer um levantamento das questões por eles sentidas e pelos trabalhadores neste quadro”, e acredita que têm elementos que “conduzirão a uma regulamentação na matéria do teletrabalho que possa ficar de forma estrutural, e continua a aprender com aquilo que está a ser ainda este período mais excecional”.

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