Em 2006 a filial portuguesa da SAP Portugal gerou receitas na ordem dos 53,8 milhões de euros, ou seja, um ponto percentual abaixo do valor obtido no ano anterior (54,5 milhões de euros). Por sua vez, a unidade Ibérica da SAP facturou 210 milhões de euros neste ano fiscal.



Em comunicado a empresa refere que as receitas provenientes da venda de produtos e licenças subiram para 41,5 milhões de euros em Portugal, o que representa um aumento de oito por cento nos resultados deste segmento face ao período homólogo.



A área de serviços, onde se incluem a consultoria e a formação, destacou-se pela negativa, com uma quebra de 38 por cento nas receitas geradas em 2006. No ano que passou, a empresa de soluções de software empresarial facturou em Portugal 9,6 milhões de dólares neste sector, um valor algo distante do obtido em 2005, altura em que registou 15,6 milhões de euros em receitas.



Mesmo assim, a SAP fechou 2006 com lucros na ordem dos 4,6 milhões de euros, o que leva José Velásquez, director-geral da SAP Ibéria a afirmar que os resultados de vendas de produtos "são positivos, quer por estarem acima da taxa de crescimento do mercado quer pela análise da taxa de implantação" da empresa no mercado nacional.



Apesar do decréscimo registado na área de serviços, o mesmo responsável recorda que a "estratégia principal da empresa é vender soluções de gestão empresarial, por isso o negócio de serviços deverá ser maioritariamente induzido pelos nossos parceiros".



De acordo com o comunicado enviado à imprensa, a carteira de clientes da SAP no nosso país foi reforçada ao longo do ano que passou, particularmente ao nível das PMEs. O número de novos clientes pertencentes a este mercado perfaz, actualmente, 80 por cento do total de novos clientes, o que eleva o volume de negócio orientado para este segmento até aos 14 por cento.



A Alliance Unichem, a Vidrimolde, a Ydreams, o British Hospital,entre outros, são algumas das PMEs que assinaram com a SAP, pela primeira vez, no ano passado, diz a empresa.



Por outro lado, o Banco de Portugal, o Grupo Banif, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e a UMIC - Agência para a Sociedade de Informação, são algumas das grandes empresas que em 2006 decidiram aliar-se ás soluções SAP.



O crescimento registado no segmento das PMEs tem tido repercussões ao nível das vendas indirectas que aumentaram a sua participação nos resultados para 34 por cento do total registado pela SAP. Estes resultados são, segundo a empresa, o resultado da aposta da SAP no segmento das pequenas e médias empresas e um reflexo da "manutenção da maioria das alianças já estabelecidas e a celebração de novas parcerias com entidades nacionais".



Com a participação dos novos clientes, a SAP assume-se como líder no fornecimento de soluções de software empresarial no mercado nacional. Actualmente, contam-se 1,452 mil organizações, cerca de 165 mil profissionais, a utilizarem aplicações SAP, diz a nota à imprensa. Os sectores financeiros, de telecomunicações e de bens de consumo são os principais mercados das soluções da empresa.



Para 2007, a SAP Portugal quer focar a sua estratégia nos serviços financeiros e Administração Pública. O segmento das PMEs vai continuar a ser uma das prioridades da empresa que quer potenciar o seu canal de distribuição, através da ampliação da sua rede de parcerias.



No que diz respeito à oferta de produtos, a SAP vai apostar em Enterprise SOA - com o lançamento de uma solução all-in-one baseada nesta arquitectura -, no SAP NetWeaver, em soluções de Governance, Gestão de Riscos e Cumprimento de Normativas, em soluções para os profissionais que trabalham com a informação de negócio (information workers) e em aplicações de Business Intelligence e CRM.




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