O impulso à produtividade e à inovação leva à adoção de tecnologias mais inteligentes no local de trabalho, com 61,10% das PMEs portuguesas a defenderem que pode haver lugar a fracasso no local de trabalho num prazo máximo de cinco anos, se não houver uma renovação e uma adaptação das tecnologias às necessidades atuais.

Aspectos como a automatização (68,80%), a análise de dados (70,10%), a gestão de documentos (74%) e os sistemas de videoconferência (64,90%) são, segundo um relatório da Ricoh, aqueles que terão um impacto mais positivo nas PME nacionais.

Com 67,60% dos inquiridos portugueses a situarem a tecnologia no centro da capacidade da sua organização, são departamentos como os de Finanças (57,10%), Marketing (49,40%) e de Operações (41,60%) que consideram prioritária a introdução de novas tecnologias.

Ramon Martin, CEO da Ricoh Portugal e Espanha explica que “os diretores das PME portuguesas escolhem priorizar o investimento nas ferramentas que terão um impacto real e positivo nos resultados finais”, alertando que aqueles que não o fizerem “correm o risco de ficar para trás”.

Mas, o que poderá impedir o desenvolvimento tecnológico das PME? O estudo da Ricoh aponta três fatores: a rigidez dos processos regulamentares, a hierarquia dentro da empresa e a falta de recursos para investir.

Quase dois em cada cinco diretores das PME europeias afirmam que os governos que regulam a indústria atuam com excesso de precaução, o que leva a prestar-se menos atenção aos processos internos.

Das pessoas consultadas, 35% afirmam que a estrutura interna da empresa muitas vezes impede a capitalização das alterações do mercado.

Por último, 37% das PME fala da falta de recursos para investir em novas tecnologias, o que leva à necessidade de priorizar os investimentos de forma mais inteligente.

O estudo foi realizado pela Ricoh a 1608 diretores de PME de toda a Europa, dos quais 77 portugueses.

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