O recurso às Tecnologias de Informação e da Comunicação tem assumido um papel cada vez mais relevante no mercado empresarial europeu. Os dados revelados pelo Eurostat mostram que as organizações com mais de nove funcionários têm investido no suporte às infra-estruturas digitais, preparando-se para o comércio digital.



As estatísticas indicam que as empresas europeias estão a começar de fazer encomendas online - 24 por cento - sendo o Reino Unido o país que apresenta maior taxa de adesão a este tipo de pedidos. Em Portugal, a média não vai além dos 12 por cento.



No que diz respeito às vendas online, os número descem para metade. Apenas 12 por cento das empresas europeias utilizam a rede para vender os seus produtos. Mesmo assim, entre os países que já adoptaram esta estratégia, destacam-se a Dinamarca (32 por cento), a Noruega (26 por cento) e o Reino Unido (25 por cento) como os que tiram mais partido do e-commerce. Em Portugal as vendas online cativam cerca de nove por cento das empresas nacionais.



As ligações à Internet - fundamentais para o negócio electrónico - são uma realidade em praticamente todas as empresas, independentemente das suas dimensões. Os números mostram que, em 2005, 91 por cento das companhias europeias com mais de nove funcionários já possuíam acesso à rede, o que mostra uma evolução de cinco por cento desde 2003.



A presença na rede, através de website próprio, é utilizada como estratégia empresarial por mais de 90 por cento das empresas de maiores dimensões e por 79 por cento das médias. No entanto, ao observar a média europeia, 61 por cento, é possível concluir que ainda há espaço para melhorias neste sector, designadamente junto das empresas mais pequenas.



O reforço às estruturas tecnológicas das empresas tem passado também pelo estabelecimento de redes LAN e Intranet. O relatório mostra que 65 por cento das companhias da UE já instalou redes locais para ligação dos computadores, enquanto perto de um terço utiliza Intranet.



A capacidade de integrar diferentes processos empresariais através da automatização dos sistemas é um dos indicadores chave da preparação para o negócio electrónico.



Os sistemas informáticos podem ser utilizados para racionalizar e fomentar a eficácia dos processos internos, nomeadamente ao nível de gestão de encomendas, tempo de resposta, pagamentos, entre outros. A adesão a sistemas de gestão dos processos internos já cativou cerca de 68 por cento das grandes empresas e cerca de metade das de menor dimensão. Neste segmento, Portugal situa-se acima da média europeia (37 por cento).



Quanto à automatização dos processos empresariais externos, utilizados para gerir a relação com os fornecedores, a média europeia junto das empresas com 10 ou mais empregados, situa-se nos 15 por cento, ao passo que nas empresas de maior dimensão a integração destes sistemas é uma realidade em 34 por cento das companhias.



Também aqui, a média nacional supera a europeia: 27 por cento das empresas com mais de 10 empregados e 61 por cento das de maior dimensão, já aderiram à automatização dos processos empresariais externos.

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