O Conselho Europeu de Investigação (ERC) atribuiu um financiamento complementar a 50 dos seus bolseiros, ao abrigo das subvenções de Prova de Conceito (PoC),  com o objectivo de explorar o potencial comercial ou social dos resultados da investigação de fronteira financiada pelo ERC.

Desses, quatro projetos têm mão portuguesa e vão receber um valor máximo de 150 mil euros cada um. A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a Fundação Champalimaud, o Instituto de Medicina Molecular e a Universidade de Helsínquia são as instituições de acolhimento dos projetos.

Atribuídas a 16 países, as bolsas premeiam investigações que cobrem uma variedade de tópicos, desde a maneira como os algoritmos que determinam os feeds personalizados na redes sociais funcionam ao uso de organóides para testar tratamentos para cancro em fases avançadas.

Para o Comissário Carlos Moedas, “as bolsas concedidas mostram como podemos transformar a ciência superior em inovações práticas que beneficiarão todos. Investir em pesquisa e inovação significa que estamos a investir no futuro da UE”, remata.

Com um montante máximo de 150 mil euros cada uma, as subvenções de PoC podem ser utilizadas, por exemplo, para explorar oportunidades de negócio, com uma análise recente a mostrar que o financiamento tem ajudado também os cientistas financiados pelo ERC a criar novas empresas e a atrair capital para tornar os seus trabalhos de investigação comercializáveis.

Bruxelas explica ainda que, desde 2011, já foram mais de 800 os beneficiários que receberam financiamento para Prova de Conceito.

Com três fases todos os anos, o anúncio de hoje refere-se à segunda fase de 2018 para a qual o ERC avaliou 130 candidaturas. “O orçamento para todas as fases do concurso de 2018 é de 20 milhões de euros", adianta a mesma fonte.

Os interessados em candidatar-se a este tipo de subvenções devem fazê-lo até 11 de Setembro.

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