Greg Lettieri e Adam Pasquale são os fundadores de uma startup norte-americana chamada Recycle Track Systems (RTS). A empresa, da qual eles são os respetivos CEO e COO, oferece um serviço de recolha de lixo que tem por base um sistema de prestadores semelhante ao da Uber, conectando clientes e colaboradores independentes através de uma app. Depois, tal como acontece na aplicação de boleias, o lixo é monitorizado desde o ponto de recolha até ao depósito. Assim, os clientes podem saber onde é que o seu lixo foi colocado, depois de ter sido levado do seu contentor.

Adicionalmente, a empresa também disponibiliza serviços de recolha para objetos de maior dimensão, como mobília e eletrodomésticos. E embora tudo isto possa parecer bizarro à primeira vista, porque "quem é que quer saber onde é que o seu lixo vai parar?", a verdade é que a startup angariou cerca de 11,7 milhões de dólares numa das últimas rondas de financiamento em que participou.

A verdade é que por detrás deste negócio, existe um propósito ecológico. A RTS quer fazer com que o desperdício alimentar seja levado para as quintas, onde depois é transformado em composto orgânico. O lixo com potencial para ser reutilizado é enviado para centrais de limpeza e transformação. A ideia, em suma, é reduzir o desperdício e garantir aos consumidores que o seu lixo foi pertinentemente reutilizado.

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"O desperdício alimentar representa 35% do fluxo total de resíduos, o que o torna numa ameaça real para os aterros sanitários", explicou Lettieri em conversa com a CNBC. "Precisamos de mais pessoas a colaborar connosco. O material que é jogado ao lixo precisa de ser tratado de outra forma", disse o CEO.

A RTS está a operar em Nova Iorque, Washington D.C., Filadélfia, Baltimore e Chicago. Nesta altura, os principais clientes são restaurantes, escolas, hotéis, estádios e supermercados, o que lhe garante um impacto substancial na quantidade total de resíduos gerados nestas regiões.

Para tornar o sistema eficiente, a RTS analisa o tipo de lixo que cada empresa produz, para que depois seja criada uma solução mais sustentável para o mesmo. Já este ano, a startup colaborou com a arena Citi Field e fez a gestão dos resíduos gerados durante o National Hockey League Winter Classic. Depois do evento, a empresa conseguiu doar os 1.672 metros quadrados de contraplacado, utilizados para construir o ringue, e 27 rolos de neve artificial à Materials for the Arts, uma associação nova-iorquina que fornece materiais artísticos às escolas do sector daquele estado. O mote, neste e em todos os outros casos, é sempre o mesmo: reutilizar.

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