A despesa anual com Tecnologias da Informação deverá no próximo ano atingir 1,6 biliões de dólares - triliões na designação original - ( ou 1,2 biliões de euros), num crescimento de 5,7 por cento. Os dados são da IDC, que aponta alguns factores centrais na recuperação mundial do sector, como os serviços na nuvem, a computação móvel e as redes sociais.



No seu conjunto, estas áreas darão importantes contributos para "um ano de sólido crescimento das Tecnologias de Informação", como aponta uma nota de imprensa de resume do IDC Predictions 2011: Welcome to the New Mainstream.



"Este sector irá cada vez mais girar à volta do desenvolvimento e adopção da nova plataforma tecnológica dominante. Uma realidade que será dominada pela mobilidade e por aplicações e serviços residentes na "nuvem", bem como por negócios assentes nas redes sociais e em capacidades analíticas massivas", confirma Gabriel Coimbra, Research & Consulting Director da IDC em Portugal, citado no comunicado.



A despesa TI associada aos serviços na nuvem representará no próximo ano 15 por cento da despesa total com TI, crescendo a um ritmo superior ao resto do sector (30 por cento). A tendência justifica-se com a crescente adesão das PMEs a este tipo de ofertas e com o aumento do número de serviços disponibilizados por esta via.



No final de 2011 a IDC prevê ainda que 40 por cento das PMEs utilizem as redes sociais para se promoverem. Esta forte adesão será um dos elementos de relevo para o grande crescimento esperado no próximo ano na área do software social empresarial, que até 2014 deverá crescer anualmente 38 por cento.



Na mobilidade, a IDC acredita que durante os próximos 18 meses irão surgir mais terminais não-PC, capazes de correr as aplicações que antes estavam reservadas ao PC. No final de 2011 2,1 mil milhões de utilizadores de Internet já devem ligar-se à rede através de equipamentos não-PC.



A alimentar este mercado estará um cada vez mais expressivo mercado de aplicações. Mais de um milhão de aplicações ficarão disponíveis nas lojas online da Apple e Android. O download destas aplicações irá ultrapassar os 10 mil milhões já este ano e ascender aos 25 mil milhões no próximo ano. Ainda para 2011, a IDC espera que sejam comercializados 330 milhões de smartphones e 42 milhões de tablets.



Por áreas geográficas, os mercados emergentes serão os grandes impulsionadores do crescimento previsto, devendo absorver mais de metade do crescimento mundial previsto, embora representem apenas 27 por cento do mercado. Em média o ritmo de crescimento dos mercados emergentes será 2,6 vezes superior ao dos mercados desenvolvidos.



No hardware a IDC antecipa que o mercado crescerá 7,8 por cento. As vendas associadas ao software deverão crescer 5,3 por cento e aos serviços 3,5 por cento, com destaque para o outsourcing que deverá avançar 4 por cento.

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