As empresas procuram cada vez mais uma forma de aliar negócio e tecnologia, criando serviços e pondo de lado uma visão da tecnologia estritamente como forma de reduzir custos ou aumentar receitas, revela um estudo divulgado ontem pela IDC Portugal.



Segundo o documento, as estratégias das empresas relativamente à tecnologia são ainda definidas no curto prazo com a maioria dos inquiridos - cerca de 50 por cento - a admitirem que programam os investimentos nesta área num horizonte de um ano. A excepção à regra parte das empresas na área da banca e seguros que na sua grande maioria definem estratégias a três anos.



O principal objectivo dos planos delineados pelos sectores em análise - banca, seguros, serviços e indústria - são alinhar negócio e tecnologia (para 55 por cento das empresas), ao que segue a intenção de reduzir custos e aumentar receitas, em terceiro lugar.



Para atingir os objectivos pretendidos, segundo o estudo, as empresas elegem como primeira opção desenvolver e implementar novas aplicações que lhes permitam melhorar a sua competitividade, respondem 37 por cento dos inquiridos.



Para 26 por cento das empresas, a opção passa pela redução de custos e um maior enfoque na rentabilização das aplicações existentes. Uma percentagem menor (20 por cento) optam por migrar para novas plataformas, refere o estudo encomendado pela Getronics.



Para 10 por cento das empresas a opção passa pelo outsourcing de actividades IT não estratégicas e uma percentagem ainda menor opta por recrutar novos profissionais de TI, com o objectivo de garantir um alinhamento mais eficaz entre tecnologia e negócios e tirar maior proveito dos seus investimentos.



Os focos de investimento em tecnologia são para 25 por cento das empresas as aplicações empresariais, para 18 por cento a segurança e para 16 por cento a consolidação de servidores e aplicações.



Segundo Jaime Garcia, director de análises da IDC Espanha, o objectivo final das empresas terá sempre de passar pela segurança e disponibilidade nos seus sistemas de informação e nas suas aplicações. O responsável adiantou ainda que actualmente 70 por cento dos sistemas TI das empresas são infra-estruturas e apenas 30 por cento aplicações. Das verbas disponíveis 90 por cento destinam-se a manutenção do parque existente e apenas 10 por cento a novos projectos.



Jaime Garcia sublinhou que nestes últimos pontos residem os grandes desafios colocados às empresas, que necessitam de desenvolver estratégias que lhes permitam aumentar o espaço para desenvolver novos projectos TI, racionalizar os seus investimentos e medir eficazmente a relação entre investimento e retorno.



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