As Pequenas e Médias Empresas continuam a ser um dos focos de negócio da SAP, tendo registado em 2018 um crescimento de 28% no segmento. No sector, são consideradas PME pela empresa aquelas que registem uma faturação anual entre os cinco e os 500 milhões de euros e que não pertençam a grandes grupos económicos nacionais. Segundo a SAP, este sector representa mais de 30% do valor das vendas do software e mais de 40% do volume de transações comerciais da subsidiária nacional.

A empresa refere que as empresas investem nas soluções da SAP devido à sua eficiência operacional, expansão internacional e a competitividade. A capacidade de reinvenção, introduzindo novas soluções inovadoras baseadas no contexto de “empresa inteligente”, é outro aspeto pelo qual a multinacional é procurada.

Segundo Filipe Costa, diretor comercial para as PME da SAP Portugal, “As empresas portuguesas já entenderam que precisam de digitalizar as suas operações para continuarem a crescer, mas acima de tudo, para continuarem a ser competitivas, independentemente da sua indústria ou dimensão".

A SAP revelou ainda novos contratos com empresas nacionais, de forma a se ajustarem à “nova Era da Economia Digital”: INAPA, Labialfarma, Ramada, SAPEC Agro, SAPEC Química, SUDTEL, Transnautica, entre outras. As soluções da empresa mais procuradas foram a digital core, analítica avançada, gestão de relacionamento com clientes e gestão de capital humano, focados essencialmente no modelo de consumo de software baseado em cloud.

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Filipe Costa referiu ainda que diversos clientes antigos reforçaram a sua ligação com a empresa, num depósito de confiança em projetos ambiciosos. Exemplo disso é a Carris, que entrou para a Cloud privada da empresa, ou o Metro de Lisboa que realizou um projeto inovador de um cockpit com informação fornecida em tempo real, como o tráfego ou a ocupação da linha. Já o Grupo Pestana e a Delta investiram em soluções de gestão de talento e de carreira, introduzindo ferramentas de desempenho e eLearning. A Rádio Popular tem um projeto personalizado, na gestão de clientes por demografias.

Neste sentido, a SAP fez um balanço dos últimos três anos, apurando que duplicou o negócio neste sector. O crescimento da empresa foi à “boleia” da expansão dos seus clientes e respetiva necessidade de se internacionalizar, assim como abraçar a transformação digital. Além disso, o mercado do software registou um crescimento de 5% e as aplicações 7%, sendo igualmente indicadores da expansão da empresa.

Para 2019, segundo Filipe Costa, a SAP encara o novo ano com otimismo, embora num cenário de maior contenção pelos empresários, mas projeta um crescimento numa escala semelhante à de 2018. Justifica-se o facto de haver vários clientes que ainda estão a ponderar as melhores opções dos serviços fornecidos pela multinacional, e claro, novas empresas que podem ser adicionadas ao seu portfólio.

A empresa afirma ainda que pretende expandir a sua equipa comercial, mas há dois anos que a SAP reforçou os seus quadros já a prever o crescimento atual.

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