Depois de seis anos no terreno, o programa Carnegie Mellon Portugal teve um balanço muito positivo de todas as entidades envolvidas e arranca agora para uma segunda fase onde o objetivo é reforçar alguns dos instrumentos para ajudar a garantir que os investimentos são aproveitados plenamente e alargar os indicadores até agora conseguidos.

João Claro, o novo diretor do programa, explicou ao TeK que quer ir ainda mais longe nas atividades previstas para os próximos cinco anos e colecionar novos casos de sucesso nas parcerias com a indústria, no lançamento de startups e na formação avançada.

"Nos primeiros seis anos do projeto foi possível mostrar um conjunto assinalável de resultados positivos e casos de sucesso e o designio para a segunda fase é consolidar e estender o trabalho", afirma.

Sem metas quantitativas ainda definidas, o director do programa põe a tónica na colocação de Portugal na vanguarda da inovação, através dos pilares de investigação de excelência, ligação com as indústrias e comercialização de tecnologia.

As parcerias inicialmente definidas com Universidades e Institutos de investigação mantêm-se estáveis e têm vindo a ser estreitadas, e o número de empresas a participar na iniciativa aumentou, superando as 8 dezenas. Mas o programa mantêm a abertura de colaboração com todas as entidades que quiserem participar do ecossistema académico e industrial, assegura João Claro.

Muito focado nas TIC, como os nomes dos parceiros institucionais e empresas dão a entender, o programa definiu para os próximos cinco anos novas áreas de aposta estratégica dentro dos temas das arquiteturas de redes e modelos de negócio para a Internet do futuro; os sistemas de software intensivo confiáveis e seguros; sistemas inteligentes de energia elétrica e de transportes para mobilidade sustentável; as políticas de Tecnologia e Empreendedorismo; a análise de grandes volumes de dados; a interação humano-computador e a matemática aplicada.

No novo modelo o programa quer ainda reforçar as iniciativas empreendedoras, mas vai também desenvolver um conjunto de iniciativas exploratórias em colaboração com a CMU e as universidades locais.

No apoio ao empreendedorismo João Claro destaca também a aposta na internacionalização dos projetos que nascem no âmbito do programa, tendo em vista o mercado norte-americano, e no reforço das competências de gestão das startups.

Na primeira fase foram criadas sete startups que estão agora a desenvolver os seus projetos no mercado, e várias iniciativas de investigação começam a mostrar resultados, nomeadamente o projeto DRIVE-IN e o Interfaces.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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