A Sony fez o balanço financeiro do terceiro trimestre fiscal, correspondente aos três últimos meses de 2018 e mantém o discurso revelado no início de janeiro sobre os bons resultados da sua divisão PlayStation. Já se sabia que a PS4 tinha ultrapassado a barreira das 90 milhões de unidades vendidas, como revelado durante a CES, mas a fabricante nipónica foi agora mais precisa frente aos acionistas: 91,6 milhões de consolas nos lares mundiais até o dia 31 de dezembro de 2018.

O resultado positivo da divisão gaming continua a ser a principal fonte de receitas da tecnológica, e durante este período natalício foram vendidas 8,1 milhões de PS4, ainda que menos do que os 9 milhões registados no ano transato. Apesar do abrandamento, a consola não mostra sinais de estagnação ao fim de cinco anos no mercado, correndo para a marca centenária.

Durante o trimestre, a Sony obteve 3,5 mil milhões de dólares em lucros, dos 22 mil milhões de vendas totais, com a divisão PlayStation a contribuir com 670 milhões de dólares do lucro, para os 7,3 mil milhões de receitas totais. Há aqui um pequeno “paradoxo”, já que as vendas das consolas foram fortes, mas os descontos relativos à Black Friday e Natal ditaram receitas inferiores ao habitual. No entanto, mais consolas vendidas significam maiores receitas nos videojogos, que obtiveram um aumento de 25% face ao ano passado. Também as subscrições Plus subiram, com 36,3 milhões de assinantes ativos. Isto significa que um terço dos proprietários de PS4 pagam o serviço Plus.

A música é a área de negócio que está listado em segundo lugar das finanças da tecnológica, mas menos de metade das receitas da divisão gaming. A finalização na aquisição da EMI em novembro abrandou as receitas no segmento. A Sony Pictures fecha o pódio dos segmentos mais lucrativos para a empresa, alavancado pelos resultados positivos de Venom e Spider-Man: Into the Spider-Verse, com box office de 855 milhões e 225 milhões, respetivamente.

Já no que diz respeito à divisão mobile, as setas dos gráficos apontam para o lado inverso, e desta feita há um prejuízo de 142 milhões de dólares nos últimos três meses de 2018, apesar de ter registado uma subida face aos dois trimestres anteriores.

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