A startup portuguesa Didimo realizou uma ronda de financiamento somando 4,4 milhões de euros com a entrada de novos investidores, reforçando ainda a confiança dos parceiros já existentes, como a Portugal Ventures, Farfetch UK Ltd, a Bynd Venture Capital, a Beta-i e a LC Ventures. A somar ao valor, recebeu ainda 1,8 milhões de euros de financiamento relativo ao programa SME Instrument da Comissão Europeia. No total, a startup amealhou mais de 7,2 milhões de euros na sua fase seed.

A empresa portuense vai aumentar a equipa de desenvolvimento para reforçar os seus projetos-piloto com empresas como a Sony e Amazon, na missão de “derrubar as barreiras entre os mundos físico e digital, ajudando os humanos a transportarem-se através dessa divisão”, é referido no comunicado. Na prática, e tomando o significado da própria palavra grega Didimo, que dá nome à startup e que significa “gémeo”, o objetivo é criar modelos digitais realistas que as empresas e indivíduos podem utilizar para interagir e fornecer serviços online.

Segundo a empresa, existem milhares de milhões de interações virtuais no ecossistema digital a cada minuto, mas estas carecem de elementos humanos essenciais, tais como a emoção, empatia e subtileza. E Didimo tem como missão procurar devolver a humanidade ao mundo digital, através de representações de alta fidelidade.

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Conheça o Didimo de Rui Parreira. Almas gémeas digitais, separadas à nascença...

Os utilizadores podem participar no projeto, ou melhor, criar um Didimo de si, tendo para isso apenas que fazer o upload ou digitalizar uma fotografia de si no smartphone. A tecnologia da empresa trata do resto, criado modelos 3D personalizados e prontos a animar em 20 segundos, segundo a informação disponível. Cada pessoa pode utilizar esse avatar para se conectar no mundo digital, nas áreas de jogos, compras e comunicação de realidade mista.

Algumas das invenções da empresa já foram utilizadas pela Universal Studios, Sony, Microsoft, Amazon e projetos de investigação financiados por fundos europeus. A captura das subtilezas das expressões faciais em movimento, a reprodução da forma como os humanos transmitem surpresa, prazer, tristeza e outras emoções foram algumas das abordagens feitas pela empresa.

A empresa, sedeada no Porto e fundada em 2016, conta com 22 colaboradores distribuídos pela cidade Invicta, Londres e Vancouver. Verónica Orvalho, CEO e fundadora da empresa ganhou o prémio Women Who Tech, no Google NYC em 2017 com o seu trabalho.

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