A queixa da Aptoide à Comissão Europeia teve por base o facto da tecnológica norte-americana a ter eliminado da lista de aplicações seguras da Google Play Store por identificar a “startup portuguesa como sendo uma aplicação potencialmente maliciosa", refere a Aptoide.

Através do Google Play Protect, o programa antivírus Android, a gigante de Mountain View pressionava os utilizadores a desinstalar a Aptoide dos seus dispositivos alegando a possibilidade de download de aplicações maliciosas. Aqueles que optaram por manter a app instalada verificaram que a mesma deixou de funcionar, impedindo a instalação de apps.

Mercados emergentes representam 60% dos utilizadores da startup portuguesa Aptoide
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Segundo a Aptoide, esta ação da Google acabou por provocar uma perda estimada  de 2.2 milhões de utilizadores nos últimos dois meses, pelo que o Tribunal Judicial da Comarca de Évora veio dar razão à providência cautelar interposta pela Aptoide. Esta deliberação é aplicável em 82 países incluindo o Reino Unido, a Alemanha, os EUA, a Índia e vários outros, explica a startup em comunicado.

O CEO da Aptoide, Paulo Trezentos, disse que esta era uma “vitória decisiva. A Google tem sido uma concorrente feroz, abusando da sua posição dominante no Android para eliminar concorrentes que oferecem outras lojas de aplicações” e aconselhou todas as startups do mundo a não ter medo de desafiar a Google “se a razão estiver do vosso lado”.

Na sequência desta decisão, a startup portuguesa está a preparar uma ação principal para exigir da Google uma indemnização por todos os danos causados.

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