O pedido de Oferta Pública Inicial (IPO) do Twitter foi tornado público durante o dia de ontem, 3 de outubro, e através do documento sabe-se que a rede social quer reunir mil milhões de dólares, cerca de 735 milhões de euros, com a entrada em bolsa.

No S-1, documento onde se detalham os dados financeiros mais recentes da empresa, foi revelado ao mercado de valores norte-americano (SEC) que a plataforma social ainda não consegue gerar lucro, tendo apresentado no primeiro semestre um prejuízo na ordem dos 69,3 milhões de dólares. Durante o ano fiscal de 2012 o Twitter perdeu no total 79,4 milhões de dólares.

Os resultados negativos não impedem a empresa de avançar com a ideia de entrar na bolsa de valores sob o ticker TWTR. A rede social quer criar 472.613.753 ações.

Os resultados negativos não impedem a empresa de avançar com a ideia de entrar na bolsa de valores sob o ticker TWTR. Os números no vermelho são compensados pelo crescimento de 107% que a rede social teve nas receitas dos primeiros seis meses entre 2012 e 2013.

Tal como acontece com o Facebook, o segmento móvel é vital na estratégia da rede de microblogues sendo que 75% dos utilizadores ativos mensais acede através de telemóveis e tablets. As receitas publicitarias do mobile já representam mais de 65%.

Dos 218 milhões de utilizadores ativos mensais (MAU), 169 milhões estão registados fora dos EUA, mostrando a influência que a rede social tem a nível internacional. Na primeira metade de 2013 o número de MAU aumentou 35% no mercado norte-americano e 47% a nível internacional. A cada três meses os utilizadores consultam em média mais de 690 vezes o mural da rede social, o que também representa um aumento significativo relativamente ao ano passado.

Resumindo, apesar de financeiramente o Twitter poder não convencer os investidores, a verdade é que a plataforma online tem crescido em parâmetros importantes e apresenta margem de crescimento. Em alguns setores, como no segmento mobile, consegue apresentar resultados equivalentes ao de outros concorrentes como o Facebook e LinkedIn.

A revelação do S-1 acabou por confirmar os rumores do início da semana de que o Twitter está a trabalhar a todo o gás na entrada em bolsa, podendo começar a transacionar títulos entre o final de outubro e início de novembro.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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