No seguimento do cancelamento da licença da Uber em Londres, a empresa anunciou esta semana uma medida que poderá ajudar a negociar um acordo com a autoridade local para a revalidação do documento. Num encontro com uma delegação do governo britânico, onde foram discutidas estratégias para regulamentar a chamada "gig economy", a tecnológica afirmou estar a testar um sistema que impede os motoristas de trabalharem uma quantidade excessiva de horas.

Andrew Byrne, responsável pelas políticas públicas da Uber em Londres, explicou que esta decisão visa prezar pela segurança dos passageiros e dos colaboradores, impedindo que estes sejam guiados por motoristas fatigados. A ideia, adiantou, é fazer com que a app termine automaticamente a sessão de um motorista após um determinado número de horas de trabalho contínuo.

Apesar de já registar o número de horas de trabalho dos seus motoristas, a Uber limita-se a enviar notificações de aviso àqueles que optarem por prolongarem em demasia a sua jornada diária de trabalho. O novo sistema, diz o Huffington Post, poderá limitar este tempo a um período de 10 a 12 horas por dia. Na teoria, o sistema será impossível de enganar, uma vez que os condutores serão desligados da aplicação assim que excederem este tempo. A técnica já é utilizada em Nova Iorque.

Recorde-se que a Uber viu a sua licença de funcionamento expirar no passado dia 30 de setembro, estando agora a operar num período de 30 dias em que pode recorrer da decisão. A Transport for London alegou razões de segurança para a não renovação do documento, mas a empresa já disse que vai recorrer nos tribunais.

A sugestão desta medida é um sinal de que a empresa estará disposta a ceder perante a pressão da TfL para poder continuar a operar na capital inglesa.

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