Em questão está o facto de os utilizadores de equipamentos com uma versão mais antiga do sistema operativo terem deixado de conseguir usar o serviço de videochamada do iOS, depois de lançada a versão 7 do sistema operativo.

Na queixa apresentada em tribunal, acusa-se a empresa de ter provocado o bloqueio do serviço por questões económicos. E a justificação vem de um processo judicial anterior em que a empresa perdeu. O caso em questão opunha a fabricante à VirnetX, que acusava a Apple de ter infringido uma patente com a tecnologia usada para ligar os utilizadores do FaceTime durante uma chamada de vídeo.

A Apple perdeu o caso, pagou 302,4 milhões de dólares de indemnização à empresa e viu-se forçada a deixar de usar a tecnologia peer-to-peer a que recorria até então. Depois disso passou a recorrer aos servidores da Akamai, uma troca que encareceu muito o processo e alegadamente foi por isso que desencadeou problemas na utilização do FaceTime, que tinham como única correção possível a atualização do sistema operativo para a versão 7.

Nesta versão do iOS, a fabricante já integra uma nova tecnologia de gestão das chamadas vídeo, que a deixa livre do recurso aos servidores da Akamai, que só entre abril e setembro de 2013 lhe custaram 50 milhões de dólares, algo que não conseguiu resolver nas versões mais antigas do software.

 

A migração forçada terá atingido utilizadores do iPhone 4 e iPhone 4S, muitos deles sem intenção de fazer uma atualização que tornaria a utilização do smartphone mais difícil. As acusações à dona do iPhone tomaram a forma de ação popular, pelo que os custos associados a uma possível indemnização, se perder, podem ser elevados.

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