A Vodafone acaba de apresentar os resultados financeiros para o seu primeiro semestre, que terminou a 30 de Setembro, apresentando números positivos que permitiram ajustar em alta os valores previstos para o fecho do ano.

Com uma faturação total de 23,520 mil milhões de libras, a Vodafone aumentou as estimativas para o fecho do ano (a 31 de Março de 2012), fixando o lucro operacional em 11,4 a 11,8 mil milhões de libras, mais de 18,3 mil milhões de euros, números que se refletiram de forma positiva nas cotações da empresa em bolsa.

No total a empresa apresentou um EBITDA de 7,53 mil milhões de libras (cerca de 8,77 mil milhões de euros), numa subida de 2,3% face ao mesmo período do ano passado e acima das previsões dos analistas.

Apesar dos números globais, o desempenho na Europa foi fraco, com as receitas a diminuir 1,3%, registando-se as maiores quebras em Espanha e na Itália, com perdas de 9,3% e 3%, respetivamente. A concorrência nestes mercados e o clima económico são apontados como os principais responsáveis destas quebras.

Os resultados da maior operadora móvel a nível mundial foram impulsionados pela performance dos mercados de África, Médio Oriente e Ásia Pacífico, onde as receitas subiram mais de 8,4%. No relatório financeiro a Vodafone refere especificamente a Índia e a Turquia, onde os serviços cresceram 18,4 e 27,9%, respetivamente.

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Vittorio Colao, CEO da empresa, garantiu que a Vodafone está a ganhar quota de mercado nos seus maiores mercados, crescendo de forma sustentada na área de dados, mercados emergentes e empresas.

Recorde-se porém que a empresa tem feito nos últimos anos fortes reestruturações nas suas participações, tendo vendido uma participação minoritária na China Mobile, reduzido a participação na japonesa Softbank e alienado 44% da holding francesa SFR.

Portugal na frente em número de novos clientes

Portugal não escapou às quebras de receitas que afetaram a maioria das operações na Europa, reduzindo as receitas para 560 milhões de libras (653,7 milhões de euros), mas melhorando o EBITDA para 250 milhões (292 milhões de euros) e as receitas operacionais para 162 milhões (189,1 milhões de euros), face aos 142 milhões de libras registados no período homólogo.

Em termos do número de clientes a performance foi também positiva, com a adição de 128 mil novos clientes neste semestre, para um total de 6,052 milhões, o que a coloca entre uma das operações europeias com mais adições líquidas à carteira de clientes. Na região Europeia o número só é ultrapassado pela Alemanha, Turquia e Espanha.

A taxa de clientes com modelos pré-pagos continua porém a ser uma das mais elevadas, com 81,4% do total de assinantes a optar por este modelo, um número só ultrapassado por Malta com 83%.

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Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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