"Quando as empresas estão a criar um monopólio preocupam-se menos com a segurança e mais com o time to market. Quando se transformam em monopólios reforçam muito os seus investimentos neste área, mas usam-nos para prender os clientes", defendeu hoje Ross Anderson, keynote speaker do painel dedicado à segurança no congresso da APDC.




O professor da Universidade de Cambridge, com vários trabalhos nesta área, considera que a questão da segurança da informação deve ser analisada do ponto de vista económico e acrescenta que a análise técnica já não é suficiente para dar respostas eficientes ao problema, porque esta é uma questão cada vez mais suplantada pelos objectivos de negócio das empresas.




Ross Anderson sublinhou que "as regras do mercado impõem ritmos acelerados de lançamento de novos produtos, o que limita o tempo disponível para testes ao nível da segurança". O orador sublinhou ainda que muitas empresas olham para a segurança como uma questão externa e lembrou que só uma análise económica das questões de segurança permite compreender que as PMEs estejam menos disponíveis para investir na protecção da sua informação.




O especialista antevê um reforço da intervenção do Estado nesta matéria, mas sublinha a dificuldade dos reguladores em diferenciarem o que são necessidades reais de segurança ou exigências das empresas por forma a "trancar" de uma forma mais eficaz o seu cliente.



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