No Estado da Nação, o painel mais popular do Congresso da APDC, Armando Almeida revelou-se surpreendido com as críticas que tem ouvido à empresa e defendeu que a companhia precisa que os clientes continuem a acreditar na empresa. “É importante separar a situação financeira e a parte operacional [...]. A PT necessita que os clientes continuem a acreditar nela. Precisamos que os portugueses vejam a jogo e apoiem a empresa”.
Depois de há algumas semanas ter garantido que não tinha indicação sobre as intenções de venda da PT Portugal pela Oi, Armando Almeida reconheceu esta tarde que a possibilidade está em cima da mesa, mas assegurou que isso não altera nem abranda a estratégia da empresa. “É parte da nossa responsabilidade provar ao acionista que o que estamos a fazer é o certo para a empresa” e é isso que continuará a acontecer.
Armando Almeida defendeu que o sector das telecomunicações é hoje dominado por “empresas que são competitivas”, num “sector allways on” que entrega os melhores serviços, mas que está condicionado pela perda de receitas e pela necessidade de encontrar alternativas para gerar receita.
“Vamos ter de ser muito mais ágeis e encontrar uma maneira de ver o mercado muito mais virada para ecossistemas e parcerias e ver como conseguimos participar neste negócio dos OTT”, defendeu. Usando o exemplo da PT, recordou que nos últimos quatro anos o mercado perdeu 300 milhões de euros, enquanto a empresa investia 2,4 mil milhões em fibra. A resposta está nos serviços digitais, acredita a PT Portugal, que na próxima semana apresentará uma estratégia para esta área.
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