Com o crescimento significativo do segmento dos equipamentos móveis e com o consequente aumento da utilização da internet, as operadoras diversificaram as suas ofertas ao mesmo tempo que a inovação permitiu disponibilizar mais e melhores pacotes de dados.

Neste caso, a procura impulsionou os serviços. Em 2015, os utilizadores portugueses gastaram em média 1,25 GB em banda larga móvel todos os meses, mais 18 MB do que em 2014 e, muito provavelmente, diz a Marktest, menos uns quantos MB do que em 2016. De acordo com a empresa, a tendência segue uma trajetória ascendente e as operadoras têm lucrado com isso.

Só em serviços de internet móvel, as empresas portuguesas de telecomunicações faturaram mais de 300 milhões de euros durante o ano passado e um relatório da Digital Fuel Monitor (DFMonitor) mostra uma das razões que justifica os números: Portugal tem dos dados móveis mais caros do mercado.

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Num estudo que engloba os países membros da OCDE e da União Europeia, a empresa deixa o contexto bem patente em vários gráficos. "Quantos GB 4G de dados móveis é possível comprar (plano com 4G LTE e limite mínimo de 1.000 minutos e SMS) com 30€?" foi uma das perguntas que levou a empresa a investigar o mercado local de um universo de 41 países. Nesta "tabela", Portugal conquista um mero 34º lugar, atrás de países como a Islândia, a Roménia ou a Letónia, onde apenas 16,67€ chegam para comprar dados ilimitados durante um mês.

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Dos membros da UE, apenas Malta, Grécia, Bulgária e Hungria se classificam abaixo de Portugal, sendo que este último fecha a tabela com os serviços mais caros.

O país onde se praticam os preços mais baratos é Israel. Aqui, um pacote com dados ilimitados custa apenas 11,67€, um privilégio que poucos países oferecem. Do universo compreendido, apenas sete países disponibilizam pacotes de telecomunicações móveis com internet móvel sem limites: Irlanda, Finlândia, Lituânia, Letónia, Polónia, Dinamarca e Israel.

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No entanto, os preços praticados não se espelham no tráfego per capita. Apesar da Finlândia manter uma posição cimeira, com 9.53GB de dados utilizados mensalmente per capita, Portugal sobre para 15º lugar com 640MB. Mesmo sem ser apresentada como uma justificação direta, a DFMonitor nota uma dinâmica de operadoras contrastante entre os primeiros e os últimos lugares do ranking. Enquanto a Finlândia apresenta uma rede plena de empresas de telecomunicações centradas no universo móvel. Países com consumos mais reduzidos, como a Grécia, a Bélgica e a Roménia, têm zero ou uma operadora com o negócio orientado principalmente para os planos móveis. Em Portugal, nem NOS, MEO ou Vodafone são consideradas operadoras "móveis", embora, com o tempo, tenham vindo a diversificar as ofertas neste mercado.

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De resto, a Vodafone é a operadora que parece estar melhor preparada para uma "revolução móvel", ocupando a maior parte do espectro disponível em território nacional e beneficiando de uma posição internacional. Das 29 operadoras com maior espaço em rede, a Vodafone ocupa oito lugares com as suas filiais.

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