O leilão do 5G em Portugal bate recordes de duração e a fase principal, que definirá a atribuição de direitos de utilização de frequências nas faixas dos 700 MHz, 900 MHz, 2,1 GHz, 2,6 GHz e 3,6 GHz, continua ainda sem fim à vista.

Hoje, no 55º dia, as licitações das operadoras atingiram os 269,864 milhões de euros. O valor representa uma subida de 945 mil euros em relação ao dia anterior. A soma de ambas as fases do leilão já superou largamente preço de reserva fixado pela Anacom nos 237,9 milhões de euros, ultrapassando agora os 354 milhões.

A faixa dos 3,6 GHz continua a ser a única onde ocorrem mudanças. Através dos dados disponibilizados pela Anacom é possível verificar subidas em relação a 17 dos 40 lotes disponíveis. Há também uma dinâmica de crescimento que leva a aumentos a rondar no máximo os 188% face ao preço de reserva, como é o caso do lote J02.

Fora de mudanças, a faixa dos 2,1 GHz que foi o que mais valorizou ao longo do leilão, registando uma subida de valor de mais de 400% face ao preço de reserva. Os dois primeiros lotes da faixa dos 2,6 GHz também valorizaram mais de 200%.

Por outro lado, as faixas dos 700 MHz e dos 900 MHz não mexem desde o início da fase principal do leilão e na faixa que ficou livre após a conclusão do processo de migração da TDT ainda há um lote ainda sem qualquer oferta.

À medida que o leilão se prolonga, a possibilidade de lançamento de serviços comerciais de 5G no primeiro trimestre de 2021, tal como estava previsto no calendário da Anacom, está cada vez mais longe. O regulamento do leilão determina que a fase principal só chegará ao fim quando não existirem novas licitações. Depois de se fixar o valor final, cabe ainda à entidade reguladora fazer a consignação e a atribuição das licenças.

Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação. (Última atualização 18h39)

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