O custo do acesso à banda larga excede os rendimentos mensais da população de 19 dos países menos desenvolvidos do mundo. O primeiro relatório global sobre a utilização da banda larga refere-se não só à crescente utilização de banda larga no mundo, como o TeK já tinha noticiado ontem, mas também aos custos que este serviço implica.



"Existem grandes discrepâncias nas condições de acesso", conclui a Comissão de Banda Larga da União Internacional das Telecomunicações, acrescentando que "em 30 economias, o acesso à banda larga custa mais de metade dos rendimentos médios nacionais e em 19 dos países menos desenvolvidos o preço da banda larga ultrapassa mesmo o rendimento médio mensal".



Para combater estes entraves ao acesso globalizado da banda larga, a comissão estabeleceu como principal objetivo a definição de um preço base equivalente a menos de 5% do rendimento médio mensal para os serviços de banda larga nos países em desenvolvimento até 2015.



Atualmente, 119 países têm já alguma política em vigor em relação à utilização de banda larga, sendo que outros 12 ainda estão a desenvolvê-la. A comissão aconselhou a que as políticas se concentrem em resolver os problemas das condições de acesso, tais como os níveis diferenciados de serviço, regulação definitiva de preços, subsídios e promoção da concorrência.



"Uma série de estratégias nacionais reconhecem a acessibilidade como uma prioridade política fundamental, incluindo a Estratégia Nacional de Banda Larga da Hungria, a Política de Informática Nacional da Nigéria e a Estratégia Nacional de Banda Larga dos Estados Unidos". A comissão assume ainda que "neste momento a concorrência é o meio mais eficaz para reduzir os preços".

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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