A adopção de sistemas biométricos ou o bloqueio de redes sociais são algumas das medidas que um número crescente de municípios tem vindo a adoptar, com o objectivo de aumentar os índices de produtividade no local de trabalho.

Coimbra e Évora são dois dos exemplos apontados pelo Jornal de Negócios para ilustrar casos em que as autarquias optaram por retirar ferramentas que possam "distrair" os funcionários, ao optarem por restringir o acesso ao Facebook e ao Messenger.

Em Coimbra, a Câmara decidiu cortar o acesso à rede social depois de uma funcionária ter sido apanhada a jogar FarmVille. O acesso a rádios online e a blogs também está suspenso.

Em Évora, durante o horário de trabalho, os computadores também não abrem páginas relacionadas com redes sociais e blogs, incluindo-se também os conteúdos para adultos. Porém, a Internet aqui não é a regra, mas sim a excepção, já que os PCs não têm, por defeito, acesso à Web, sendo necessário um pedido formal para o efeito.

Já o controlo de assiduidade dos funcionários camarários ganha novos contornos com a adopção dos chamados sistemas biométricos que, segundo avança José Abraão, dirigente da Frente Sindical da Administração Pública, já marcam presença num número significativo de autarquias.

De qualquer modo, os sindicatos fazem questão de desvalorizar a questão. "Não se pode dizer que haja uma generalização nos nossos sistemas de controlo de assiduidade", salienta José Abraão. "O controlo de assiduidade sempre foi feito", nota por sua vez José Pedro Marques, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública.

De resto, não são apenas as autarquias que se preocupam com a assiduidade. Na Administração Central, o cenário também é semelhante, já que nas unidades com mais de 50 trabalhadores é regra que exista um controlo de assiduidade biométrico.

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