Depois de décadas de crescimento contínuo, o número de cartões móveis ativos (ou estações móveis como lhe chama agora a Anacom) registou neste trimestre uma quebra de 0,4%, aumentando apenas 1,7% face ao mesmo período de 2011, na mais baixa taxa de crescimento homóloga registada na última década, mostram os últimos números da Autoridade Nacional de Comunicações.

nos últimos três meses de 2011 a Anacom tinha apontado uma "concentração" das contas de serviços móveis, tendência que se mantém pelo segundo trimestre consecutivo.

No final de março existiam cerca de 16,7 milhões de números ativos, associados a planos tarifários pós-pagos, pré-pagos e planos combinados/híbridos. A Anacom nota que "é apenas a 5ª
vez nos últimos 10 anos em que se regista uma diminuição trimestral desta variável (3 destes episódios ocorreram no último ano)".

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E os números efetivamente utilizados são ainda mais reduzidos no último mês do trimestre, sendo apenas de 13,2 milhões, o que mostra que muitos cartões de telemóveis e de dados não sairam da gaveta neste período. 3,5 milhões de cartões não foram efetivamente utilizados em março, refere o regulador.

Os dados têm impacto na taxa de penetração móvel, que é de 157,3 por 100 habitantes mas que desce para 124,2 se forem considerados apenas os números com utilização efetiva.

O relatório hoje divulgado revela ainda uma queda significativa das comunicações móveis, excetuando as chamadas móvel-fixo, embora as mensagens curtas (SMS) e mensagens multimédia (MMS) continuem a crescer.

A quebra sente-se também na utilização de serviços típicos de terceira geração, como videochamada, transmissão de dados em banda larga e mobile tv. O número de clientes de serviços móveis que usa 3G diminuiu 3,6% em relação ao trimestre anterior, para 4 milhões de utilizadores, um indicador que não é positivo numa altura em que os operadores já estão a apostar no 4G.

Em relação à utilização da Internet móvel em banda larga, com recurso a placas e modems, a Anacom aponta para uma quebra de 5,5 por cento, perdendo-se 16,7% de clientes destes serviços entre o último trimestre de 2010 e o primeiro de 2012, um facto a que não será alheio o fim dos períodos de fidelização dos contratos relacionados com os planos do e-Escola.

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Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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