A Direcção-Geral de Saúde (DGS) emitiu uma circular na qual define algumas regras de utilização de telemóveis em locais onde existam dispositivos médicos. Esta entidade do Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de existirem interferências electromagnéticas que podem afectar o regular funcionamento destes dispositivos, avança a Agência Lusa, que teve acesso ao documento.

A interferência com os dispositivos médicos poderá colocar os doentes em risco, alerta a DGS, que recomenda a utilização dos aparelhos a uma distância mínima dois metros, mas que pode ir até seis metros para outros transmissores. De acordo com a Lusa, os equipamentos que não estejam normalizados têm de garantir um maior afastamento em relação ao dispositivo médico, que é de 15 metros.



A DGS reconhece porém que a distância mínima de segurança deve levar em conta que a interferência electromagnética depende de diferentes factores, entre os quais a potência do equipamento e a imunidade do dispositivo médico utilizado.

Recorde-se que dos diversos estudos realizados nunca ficou provada a possibilidade de risco directo para a saúde dos utilizadores de telemóveis.

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