Os mais recentes dados da Anacom revelam que, ao longo dos três primeiros meses do ano, foram realizados cerca de 286 mil testes de velocidade através do portal NET.mede, em especial, através de acessos fixos. Em média, foram realizados 3.144 testes por dia.

O valor representa um aumento de 88% em relação ao trimestre anterior e um de 58% em comparação com o mesmo período no ano passado. A entidade reguladora avança que para o aumento registado contribuíram os múltiplos testes realizados desde 11 de março de 2020, altura em que a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de pandemia.

Entre 1 de janeiro e 10 de março foram realizados, em média, 2.563 testes por dia. Já a partir de 11 de março até ao final do mês, o número quase duplicou, passando para 5.081 testes diários. A Anacom assinala que, que a partir do primeiro trimestre do ano, passaram a ser também contabilizados os testes feitos através da app NET.mede.

Internet lenta em teletrabalho e telescola faz disparar testes de velocidade do NET.mede
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Cerca de 75% dos testes foram realizados através de acessos fixos nacionais identificados como residenciais e 17% através de acessos móveis nacionais. Registam-se ainda 7% através de acessos fixos identificados como não residenciais, que correspondem a utilizações de natureza empresarial, académica ou governamental, e 0,1% associados a acessos de operadores internacionais. Para 1% dos testes não foi possível definir o tipo de acesso.

De acordo com a Anacom, o maior número de testes aconteceu ao final do dia, seja em acessos fixos residenciais ou móveis, entre as 18 e as 22 horas. Tendo em conta os resultados dos testes apenas a partir de 11 de março, verifica-se uma maior distribuição entre as 15 horas e as 19 horas, pela afluência ao teletrabalho e ao ensino à distância.

Diferenças de velocidades entre acessos fixos e móveis

Nos acessos fixos residenciais, houve um maior número de testes nas regiões Norte e na Área Metropolitana de Lisboa, destacando-se sobretudo os concelhos do litoral centro e do litoral norte do continente. Nos acessos móveis, o maior número de testes registou-se nas regiões Norte e Centro.

Tendo em conta os 200 mil testes à velocidade realizados através de acessos fixos residenciais, metade atingiram velocidades de download de 49,2 Mbps e de upload de 23 Mbps. Em média, as velocidades rondaram os 88,8 Mbps e os 44,2 Mbp, respetivamente.

A Anacom detalha que a Região Autónoma da Madeira foi a que apresentou os melhores resultados em matéria de acessos fixos, tanto no download como no upload, com medidas na ordem dos 83 Mbps e 49 Mbps. Segue-se a Área Metropolitana de Lisboa, com velocidades de download de 66 Mbps, e a região Centro, com uploads de 38 Mbps.

Já o Algarve apresentou os valores mais baixos, com 37 Mbps para download e 16 Mbps para upload. O download mediano medido em testes fixos foi superior ou igual a 50 Mbps em 130 concelhos. Em 47, a mediana registada foi inferior a 24 Mbps.

No que toca aos testes através de acessos móveis, a Região Autónoma dos Açores apresentou o melhor resultado mediano medido em matéria de downloads, com 10,3 Mbps. Segue-se a Área Metropolitana de Lisboa, com 8,1 Mbps. O Algarve volta a apresentar os valores mais baixos, que rondam os 5,6 Mbps.

Segundo a entidade reguladora, os resultados medianos de upload foram muito semelhantes, variando entre os 4,7 Mbps, nas regiões do Norte e Área Metropolitana de Lisboa, e os 4,2 Mbps, na Região Autónoma da Madeira.

Por concelho, o download mediano medido foi superior a 10 Mbps nos testes em 90 concelhos. Já em 121, a mediana obtida situa-se entre os 5 Mbps e os 10 Mbps. O upload mediano medido foi superior a 10 Mbps em 24 concelhos e em 69 apresentou um valor entre 5 Mbps e 10 Mbps.

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