Nem só de conectividade web, funções multimédia e GPS integrados vivem os telemóveis. A Nokia, por exemplo, retira grande parte dos seus lucros e crescimento anual da sua oferta de telemóveis no segmento de entrada ou de baixo custo, mantendo, igualmente, um investimento considerável na pesquisa e desenvolvimento das suas gamas mais baixas.



A denominação baixo custo não está necessariamente relacionada com falta de qualidade, muito pelo contrário. A maior parte destes telemóveis são criados para satisfazer as necessidades específicas de utilizadores em países emergentes ou em vias de desenvolvimento e, como tal, privilegiam características como a durabilidade, resistência aos elementos, utilização simplificada e autonomia.



Todas estas características reunidas tornam este tipo de terminais ideais para a selva urbana. Não existem ecrãs grandes e imaculados para riscar, a electrónica envolvida é relativamente simples e os materiais utilizados são do mais resistente e durável que existe. Podem ser usados à chuva, deixados cair, atropelados, dar trambolhões, sem que nada os afecte.



Outra consideração de vulto, para além da resistência e durabilidade, é a sua autonomia geral, que, na ausência de funções multimédia, rádios, 3G, câmaras e outros dispositivos periféricos integrados, ultrapassa as autonomias máximas de telemóveis mais complicados, atingindo frequentemente intervalos de recarga de uma semana e meia ou mais.



Apesar da maior parte dos telemóveis de baixo custo não incluir a tecnologia de ponta mais apetecível, as funções básicas de telefonia e envio de mensagens estão, na oferta da maior parte dos fabricantes, excepcionalmente bem implementadas e incluem funções únicas, como múltiplas listas telefónicas independentes.



Dado o estado actual da evolução das tecnologias de telecomunicações, um telemóvel de entrada de gama não é, todavia, um dispositivo completamente básico. A maior parte da oferta existente integra funções de calendarização pessoal, alarmes, jogos, conversores de medidas, entre outros. Aqui ficam alguns exemplos.



Nokia 1208


O Nokia 1208 possui uma capa de policarbonato altamente resistente a abrasões, quedas e até a alguns salpicos de água, com um formato ergonómico e conveniente. O interface apresenta uma organização e acessibilidade simplificadas, com atalhos para as principais funções de telefonia e envio de mensagens. Outras funções relevantes incluem alarme vibratório, alta-voz, listas telefónicas independentes e uma conveniente lanterna LED. Disponível na maior parte das operadoras e MVNOs nacionais ou livre, por cerca de 39,90 euros.

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LG KG275


O KG275, da LG, poderá ser uma alternativa mais sofisticada ao rústico Nokia 1208. Apesar de tudo, o terminal da LG não apresenta a mesma robustez que o Nokia, com uma escolha de plásticos mais frágeis e com acabamentos mais susceptíveis ao desgaste.



Tal como o Nokia, o KG275 apresenta um interface simplificado, alta-voz integrado e alarme vibratório, para além de diversas aplicações úteis, incluindo calendário, cronómetro, alarme e alguns jogos.



Disponível na TMN, por 29,90 euros.


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Samsung C260


O Samsung C260 é um telemóvel destinado ao público feminino, com um formato de concha e um exterior minimalista em duas cores e acabamento acetinado. Alguns pontos de destaque incluem o alarme vibratório e o alta-voz integrado, o peso reduzido, ou a possibilidade de gravar notas ditadas.



Disponível na TMN, Optimus e livre, desde 29,90 euros


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Motorola MOTOFONE F3


O MOTOFONE F3, da Motorola, é um dos mais bem conseguidos telemóveis de baixo custo. Criado especificamente para países em vias de desenvolvimento e com soluções verdadeiramente únicas, este equipamento inclui um ecrã monocromático de papel electrónico e alto contraste, legível em qualquer situação e com um baixo consumo energético, menu simplificado com instruções vocais em diversas línguas e duas antenas internas, para uma recepção superior de sinal GSM, mesmo perante obstáculos ou zonas isoladas.



Para além das suas características técnicas ímpares, o F3 é ainda bastante fino, apesar das suas restantes dimensões terem mais a ver com os terminais dos anos 90.



Apesar de tudo e provavelmente, devido à sua concepção inovadora, o MOTOFONE F3 pode não representar uma escolha viável para todos os utilizadores. Para além de não possuir um interface ou uma hierarquia de menus gráficos, sendo as funções apenas indicadas por texto em duas linhas, o suporte de mensagens escritas é igualmente reduzido, aceitando apenas caracteres básicos, sem acentuação e apenas em mínusculas.



Disponível nalgumas grandes superfícies de electrónica, bem como nalgumas lojas especializadas de telemóveis, por cerca de 30 euros.


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