A aliança que une os quatro maiores operadores móveis de Espanha, Itália, França e Alemanha apresentou oficialmente o brand que irá usar para fornecer produtos e serviços em 21 países da Europa Ocidental. A Freemove foi anunciada em meados do ano passado e permaneceu todo este período sem um nome sob o qual pudesse actuar em termos internacionais, ainda que os primeiros serviços resultantes da parceria tivessem sido anunciados pouco tempo depois de formada a aliança que envolve as quarto operadoras móveis.


A formalização da joint-venture entre a TIM, Telefónica Móviles, Orange e a T-Mobile é acompanhada do desvendar de mais alguns pormenores sobre os planos para o futuro desta união de quatro gigantes, contra uma Vodafone de dimensão mundial com presença em quase todos os países europeus, na Ásia e nos Estados Unidos.



Segundo os responsáveis das empresas, os tarifários da Freemove, assim como o portfólio de terminais, será anunciado daqui a seis ou oito semanas, tendo sempre como foco os clientes que viajam com regularidade e que por isso carecem com frequência dos serviços de vários operadores móveis, ao nível dos dados e da voz.



Em conferência de imprensa, os representantes das operadoras adiantaram ter já acordos celebrados com a Siemens e a Motorola, às quais adquiriram seis milhões de terminais, cita a imprensa internacional. Recorde-se que um dos objectivos da aliança passava precisamente pelas economias de escala na aquisição de equipamentos terminais o que terá sido conseguido em cerca de 10 por cento do valor total.



A prazo as operadores equacionam estender o âmbito de actuação da Freemove para os Estados Unidos e América do Sul mas, para já, a nova operadora encarrega-se dos 230 milhões de clientes europeus que herdou das quatro fundadoras em 21 países. O mercado móvel europeu vale hoje 4 mil milhões de euros, segundo as previsões da Freemove que conta fornecer serviços para uma parte significativa deste universo, competindo com a Vodafone que soma actualmente um portfólio de 130 milhões de clientes.



Também no ano passado foi criado uma outra aliança móvel que inclui operadores europeus de menor dimensão como a mmO2, a Enel e a Amena. O grupo anunciou o brand conjunto há cerca de um mês, altura em que desvendou os primeiros produtos e serviços. A Starmap Mobile Alliance oferece, para já, tarifas planas de roaming para voz e MMS - tal como a Freemove - nos nove países que abrange.



Segundo os analistas as hipóteses destas iniciativas virem de facto a afectar o grupo Vodafone não são claras, uma vez que a diferença de estilo e de estratégia das várias empresas envolvidas poderá, a prazo, criar algumas dificuldades de entendimento entre parceiros bloqueando decisões estratégicas importantes.



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