A Polónia admite tomar medidas drásticas de banir a tecnologia e equipamentos da Huawei nos seus serviços e entidades públicas. Em causa está a detenção de dois suspeitos, um deles com ligações à fabricante chinesa, acusados de espionagem. Segundo a Reuters, o Ministro da Administração Interna polaco, Joachim Brudzinski, terá apelado à União Europeia e a NATO para trabalharem numa posição conjunta para excluir a Huawei do seu mercado, depois de prender o empregado da empresa e um ex-oficial de segurança polaco.

Wang Weijing, que trabalha como diretor de vendas da Huawei desde 2011, foi de imediato despedido pela empresa, que afirma nada ter a ver com a conduta do funcionário. “De acordo com os termos e condições do contrato de trabalho da Huawei, tomámos esta decisão devido ao incidente que difamou o nome da empresa”, refere a fabricante em comunicado.

A Huawei menciona que opera em total concordância com as leis e regulações dos mercados onde está presente, e obriga a que todos os empregados respeitem as mesmas regras nos países onde estão designados. Apesar do governo polaco não ter forma legal para obrigar os cidadãos ou empresas privadas a evitar o uso de produtos de qualquer empresa da área tecnlógica, admite que podem ser feitas alterações legislativas que permitam essa decisão.

De recordar que a Huawei encontra-se no centro de uma “guerra comercial” entre os Estados Unidos e China, com a administração de Donald Trump a defender que os equipamentos da empresa constituem um risco de segurança. Os Estados Unidos já aliciaram mesmo outros países aliados a tomarem decisões idênticas, com efeitos repercutidos na Austrália, Nova Zelândia e Japão que não contarão com a tecnologia da fabricante chinesa para o advento do 5G. A Huawei mantém-se firme na convicção de inocência e desafiou as autoridades americanas e aliados a provar essas mesmas ameaças à segurança, deixando o aviso aos países que baniram a marca, que a sua exclusão no desenvolvimento das redes 5G vai prejudicar os consumidores, levando ao aumento dos preços e abrandar a inovação.

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