O governo dos Estados Unidos já defendeu que os equipamentos das chinesas Huawei constituem um risco de segurança, adianta o Wall Street Journal e por isso avançou com incentivos financeiros para os países que evitarem a utilização do hardware. Trata-se de mais um episódio na “guerra tecnológica” entre os Estados Unidos e a China, que poderá alastrar-se aos aliados da nação governada por Donald Trump.

As fontes do jornal revelam que oficiais do governo americano já terão feito reuniões com a Alemanha, Itália e Japão, incentivando outros países a evitarem os equipamentos da gigante chinesa. Anteriormente, o governo havia banido o uso dos smartphones entre os membros do executivo e os colaboradores, e proibido a venda dos equipamentos nas lojas de retalho nas bases militares espalhadas pelo mundo.

Apesar do medo de que os equipamentos da fabricante possam ser utilizados em tentativas de hacking, a Huawei já deixou claro que opera de forma independente do governo chinês. Ainda assim, um senador americano acusa a fabricante de ser um dos braços do regime chinês. A Huawei abriu um centro no Reino Unido para verificar eventuais falhas de segurança, embora contestado sobre a sua eficácia. Segundo o The Verge, foi aberto outro centro na Alemanha ainda este mês.

A Huawei já se manifestou contra o artigo publicado no Wall Street Journal, referindo estar surpreendida e preocupada com os efeitos que possa ter para influenciar os aliados americanos. “Se o comportamento de um governo se estende para lá da sua jurisdição, essa atividade não deve ser encorajada”, é referido no The Verge.

O bloqueio à tecnologia desenvolvida na China também tem afetado a ZTE que foi multada por quebrar o bloqueio de venda de produtos ao Irão e Coreia do Norte.

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