Desde que o processo de transição para a televisão digital terrestre arrancou, os portugueses já gastaram 25,5 milhões de euros em descodificadores, apura o Correio da Manhã que fez as contas. O jornal soma os 397 mil descodificadores vendidos em janeiro e fevereiro, com um preço médio de 30 euros, aos 426 mil descodificadores que já tinham sido vendidos em 2011 com um preço médio de 32 euros, segundo os números que a Anacom tem vindo a disponibilizar.



À contabilidade o diário junta ainda os números de vendas de televisores preparados para a TDT. Em 2011 terão sido vendidos 808 mil televisores preparados para receber a tecnologia, com um preço médio de 367 euros. Já este ano (em janeiro e fevereiro) as vendas de equipamentos compatíveis com a TDT alcançaram as 156 mil unidades.



O preço médio neste período desceu para os 350 euros. Tudo somado, as vendas de televisores preparados para a TDT já renderam 351 milhões de euros desde o início do switch-off. No ano passado as receitas associadas à venda de televisores com suporte para a TDT atingiram os 296,5 milhões de euros. Já este ano alcançaram os 54,8 milhões.



Juntando equipamentos descodificadores e televisores a transição para a TDT já gerou receitas de 377 milhões de euros, relativas às vendas de 1,8 milhões de equipamentos.



O processo de migração para a televisão digital terrestre tem lugar em toda a Europa e acontece para deixar livres as faixas de espectro hoje usadas pelos serviços analógicos de televisão, permitindo uma gestão mais eficiente de espectro e a introdução de novos serviços.



Em Portugal o processo arrancou em janeiro e termina a 26 de abril. Boa parte do país já desligou o sinal analógico de televisão, um gesto que requer medidas da parte de quem não tem serviços pagos de televisão.



Para continuar a ver televisão em sinal aberto é necessário ter uma televisão compatível com as tecnologias escolhidas para oferecer a TDT. Para quem tem um televisor mais antigo é necessário ligar um descodificador ao aparelho.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira