Os números apurados para Portugal neste Eurobarómetro Flash revelam uma tendência que se manifesta no resto da Europa, onde as telecom e a energia surgem também como os sectores onde os consumidores mais se queixam da falta de concorrência. A principal diferença está no nível de perceção do problema, que em Portugal é bastante superior, como mostra a imagem.

Os impactos mais destacados da falta de concorrência nestes sectores são os preços demasiado altos dos serviços, o facto de não existirem diferenças significativas no preços e de haver pouca escolha. Os portugueses inquiridos neste Eurobarómetro Flash, realizado em janeiro, também sublinham a dificuldade em mudar de fornecedor.

Em termos médios, para a UE, logo a seguir aos preços elevados surgem a qualidade dos serviços e a dificuldade em comparar preços, como os principais problemas da falta de concorrência.

O estudo do Eurobarómetro , que auscultou 26.572 europeus em 28 países mostra ainda que as associações de consumidores são as entidades mais usadas pelos cidadãos quando precisam de ajuda para resolver questões relacionadas com estes temas.

A pesquisa avaliou a perceção dos cidadãos europeus sobre a concorrência em alguns mercados-chave para a economia europeia e a sua opinião sobre a importância de medidas que assegurem essa concorrência.

Setenta e oito por cento dos inquiridos defende que a concorrência efetiva teve um impacto positivo na sua vida enquanto cidadãos. Mostra também que a grande maioria dos europeus associa a concorrência a uma maior qualidade dos bens e serviços, melhores preços e mais inovação.

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