O Eurobarómetro da Comissão Europeia revela que 82 por cento dos portugueses não têm acesso à Internet em casa, contra uma média de 59 por cento registada na UE. O mesmo documento, que serve de suporte à revisão da política comunitária para as Comunicações Electrónicas, revela também que 71 por cento dos portugueses com Internet já dispõem de ligação em banda larga, contra os 26 por cento que se mantêm na banda estreita.



Cinquenta e quatro por cento têm em casa pelo menos uma ligação telefónica (fixa ou móvel) e/ou Internet, face a uma média europeia de 78 por cento, embora Portugal registe uma das mais baixas taxas europeias de penetração na telefonia fixa.



No que se refere à penetração de PCs no lar os números também nos deixam aquém da média europeia. Vinte e sete por cento dos portugueses têm computador desktop, mas apenas um por cento dispõe de laptop. Sessenta e seis por cento não têm de todo PC, face a uma média europeia de 48 por cento.



No que diz respeito às comunicações telefónicas 39 por cento dos portugueses dispõem de telemóvel e telefone fixo, mas existem 38 por cento que têm apenas telemóvel e 9 por cento que não usam nenhuma das duas tecnologias.


Uma em cada quatro casas europeias estão ligadas à banda larga



As conclusões destacam-se no estudo divulgado hoje pela Comissão Europeia onde se conclui que um em cada quatro casas europeias estão ligadas à Internet de banda larga. A penetração é mais intensa nas casas com agregados familiares maiores, numa proporção de 34 por cento para as famílias com quatro ou mais membros e de 12 por cento nas casas onde reside apenas uma pessoa.



O mesmo estudo mostra que entre os utilizadores de Internet que ainda optam pela banda estreita quase metade (40 por cento) pretendem continuar como estão e não prevêem alterar a sua largura de banda, já que as tarefas desempenhadas na rede não justificam essa migração.



O documento revela que os jovens usam cada vez mais apenas o telefone móvel em casa, abdicando de uma ligação fixa, como comprovam 58 por cento dos inquiridos com idades entre os 15 e os 29 anos que moram sozinhos.



Contudo, em termos gerais o estudo mostra que 61 por cento dos europeus mantêm uma ligação fixa e uma outra móvel e que apenas 18 por cento optam pela exclusividade do telemóvel.



Entre as principais vantagens da tecnologia móvel destacam-se a sua capacidade para tornar o indivíduo sempre contactável, assim como a liberdade para fazer chamadas em qualquer parte. Vantagens reconhecidas por 34 e 19 por cento dos inquiridos, respectivamente.



Nas ligações à Internet a utilização de soluções antivírus é cada vez mais obrigatória, como demonstram 82 por cento dos inquiridos. As soluções anti-spam são menos comuns embora sejam também uma realidade para mais de metade dos inquiridos, 58 por cento.



Taxa de penetração móvel atinge os 80 por cento na UE



Em termos de penetração, o telemóvel ganha às restantes formas de comunicação electrónica com uma taxa de utilizadores a rondar os 80 por cento. A segunda tecnologia mais utilizada pelos europeus é o fixo com uma taxa de penetração de 78 por cento. Da utilização combinada de ambas as tecnologias resulta uma penetração de 61 por cento.



Na Internet os números são mais tímidos. Apenas 23 por cento dos europeus têm banda larga, dos quais 19 por cento usam DSL e 4 por cento preferem o cabo.



O estudo foi realizado entre 7 de Dezembro e 11 de Janeiro de 2006 e baseia-se em 25 mil entrevistas realizadas nos 25 Estados-membros, mil em cada país.



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