A Novis inaugurou oficialmente ontem a sua rede de ligação redundante para o sul do país, onde investiu um milhão de euros. Em conferência de imprensa, a empresa da SonaeCom deu ainda a conhecer um recente acordo de distribuição estabelecido com a sua accionista France Telecom e fez saber que se a Anacom não obrigar a PT a oferecer em breve melhores e reais condições de interligação aos outros operadores, poderá recorrer à Comissão Europeia. A operadora afirmou ainda que a sua oferta de ADSL para o mercado residencial, só será lançada em Setembro.

Com uma extensão de 637 kms de fibra óptica, o Anel do Sul, forma como é denominada a nova parte de rede própria da Novis, liga as cidades de Lisboa, Setúbal, Portimão e Faro e segundo Pedro Carlos, responsável pela rede de telecomunicações da Novis, fará com que a empresa do grupo Sonae poupe cerca de 650 mil euros por ano "gastos até agora com o aluguer da rede a outros operadores".



Desde 2000, a Novis já investiu 43 milhões de euros no desenvolvimento da sua própria rede de telecomunicações em Portugal. Com a conclusão do anel do sul, esta infra-estrutura de telecomunicações passa a ter uma extensão de 1.426 Km, cobrindo 70 por cento do território nacional. Até ao final do ano, altura em que, com a inauguração do anel do norte e do anel do interior, a cobertura nacional será quase total, a Novis passará a controlar uma rede fixa com 2.540 Km.



Ontem foi igualmente mencionado o recente contrato de distribuição celebrado entre a Novis e a sua accionista France Telecom. De acordo com os responsáveis de ambas as empresa, o acordo irá permitir alargar o leque de serviços da operadora nacional a outros operadores e fornecedores de serviços Internet.



Pedro Carlos fez ainda questão de mostrar o seu desagradado para com o actual processo de desagregação do lacete local, já que se têm verificado problemas com a ligação às centrais da Portugal Telecom. O responsável da Novis aguarda por uma resolução rápida por parte da nova administração da Anacom e garante que, se tal não acontecer, irá recorrer a Bruxelas.



Pedro Carlos garantiu ainda que enquanto não existir uma real desagregação do lacete local, a Novis não irá disponibilizar uma oferta grossista de ADSL para outros operadores. "Não investimos em cenários de incerteza", referiu o responsável. O lançamento da oferta de banda larga para o mercado residencial está marcada para Setembro já que " a altura do Verão não era a melhor para lançar um serviço deste género".



Na semana passada, Portugal mereceu a visita de alguns dos membros da Comissão Europeia que pretendiam ouvir a opinião dos novos operadores sobre o actual mercado nacional de telecomunicações. De acordo com Pedro Carlos, a reunião decorreu na sede da Apritel (Associação de Operadores de Telecomunicações) e serviu de preparação para um encontro do género agendado para Setembro próximo.



Segundo o mais recente barómetro de telecomunicações da DataE, a Novis aumentou da sua quota de mercado do segmento empresarial de seis para 8,4 por cento no primeiro trimestre de 2002, reforçando a sua liderança como operador fixo alternativo. O barómetro da DataE indica que a Novis fechou o primeiro trimestre de 2002 com 35 por cento de quota no mercado partilhado pelos novos operadores.



Patrícia Calé



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