A segunda geração de satélites para a constelação Starlink já são uma realidade, segundo uma entrevista de Elon Musk ao canal do YouTube Everyday Astronaut, citado pela CNet. No entanto, os satélites ainda não estão prontos para serem lançados ao espaço devido a questões logísticas, uma vez que o seu tamanho e peso são muito superiores à primeira geração.

Segundo o magnata, os novos satélites pesam 1.250 kg, sendo quase cinco vezes mais pesados que a primeira geração, que pesavam 260 kg. Estes satélites apenas poderão ser colocar em órbita quando o foguetão da Starship estiver pronto para transportar carga para o espaço.

Para já, o foguetão ainda está a aguardar a autorização do regulador FAA, que segundo a CNet se encontra a fazer o estudo do impacto ambiental da Starship, tendo-se comprometido a lançar o relatório em meados de junho. Elon musk disse que os seus satélites de segunda geração não pretendem substituir aqueles que estão em órbita, mas complementar a constelação em funcionamento.

Veja na galeria um dos últimos lançamentos da Starlink:

A rápida expansão e desenvolvimento da constelação de satélites Starlink tem levantado algumas preocupações aos investigadores chineses, sendo considerados um perigo à segurança nacional, e até foram feitas recomendações para o país estar preparado para desativar ou destruir os aparelhos. Em questão está a capacidade de o exército americano ver os dados de transmissão dos drones e aviões furtivos aumentarem mais de 100 vezes graças aos satélites Starlink,

Mesmo internamente, a própria NASA demonstrou preocupações com a proposta avançada inicialmente de 42 mil satélites que compõem a constelação, cuja frequência conjunta pode ter impacto nas missões de voo científicas. Apesar de não defender que a SpaceX pare de lançar satélites, pede que sejam feitos os devidos testes para prevenir colisões.

A Starlink de Elon Musk já está em todos os continentes. Os avanços mais recentes no plano de expansão da empresa foram a aprovação dos serviços de internet por satélite da empresa na Nigéria, depois de em fevereiro o regulador moçambicano ter também já dito que tinha autorizado a entrada da empresa no país. A internet por satélite da SpaceX estará disponível na Nigéria, já a partir do terceiro trimestre do ano, e em Moçambique será lançada entre outubro e dezembro, estima agora a empresa.

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