O número de queixas relacionadas com a Televisão Digital Terrestre (TDT) aumentou exponencialmente com o início efetivo do processo de transição para a televisão digital. Só em janeiro a Anacom recebeu perto de 1.000 reclamações, valor que quase igualou as 1.200 registadas durante todo o ano de 2011.

A grande maioria das queixas está relacionada com a receção deficiente, ou mesmo ausência, de sinal, indicou esta manhã o presidente da entidade reguladora no Parlamento, citado pelo jornal Público.

Ouvido na comissão parlamentar de ética a pedido do BE, Amado da Silva deu a entender que o crescimento era expectável, com o início do desligamento dos emissores e retransmissores, considerando que a transição entre sinais "está a decorrer razoavelmente bem, como previsto".

Segundo o responsável, não têm existido em Portugal mais problemas do que os verificados noutros países europeus onde o processo de mudança foi feito há mais tempo.

Num balanço feito a 26 de janeiro, a entidade reguladora revelava que o número de chamadas para o call center da TDT recebidas até à altura representavam menos de 1% das cerca de 78 mil famílias que tiveram que se preparar para receber o sinal digital nos 39 concelhos de Portugal continental onde o sinal analógico de televisão tinha sido desligado.

Perante a comissão, o presidente da Anacom reconheceu que se podia ter ido mais longe na adoção da Televisão Digital Terrestre, nomeadamente ao nível da oferta de serviços e canais.

Relativamente à possibilidade de adiar o processo, Amado da Silva reconheceu o desligamento poderia ter sido prolongado até final de Setembro ou, no máximo, até ao fim do ano, mas defendeu que se isso tivesse acontecido se "perdia completamente toda a credibilidade", para além de haver um calendário a cumprir por causa da atribuição das licenças de 4G.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Patrícia Calé

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