Nos seis primeiros meses deste ano o número de acessos de banda larga fixa registou um aumento de 4,3% em relação ao período homólogo em 2020, atingindo 4,2 milhões, revelam novos dados divulgados pela Anacom.

A entidade reguladora dá a conhecer que a fibra ótica (FTTH) foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, atingindo 57,7% do total de acessos, numa subida de mais 5,1 pontos percentuais face aos primeiros seis meses de 2020.

A FTTH foi também a principal responsável pelo crescimento do número de acessos. Ao todo, nos últimos 12 meses, o número de acessos suportados em fibra ótica aumentou 309 mil, um valor que corresponde a um crescimento de 14,5%.

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Os dados indicam que os acessos suportados em redes de televisão por cabo diminuíram 0,6% no semestre em análise, representando 28,3% do total. O valor representa menos 1,4 pontos percentuais do que há 12 meses.

Os acessos ADSL mantiveram a tendência de queda, com uma diminuição de 28,7%, correspondendo a 7,3% do total de acessos (menos 3,4 pontos percentuais). Os acessos fixos suportados nas redes móveis também diminuíram 1,8%, passando a ter um peso de 6,6% (menos 0,4 pontos percentuais).

Já o tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 39,2% em comparação com o semestre homólogo. O tráfego médio mensal por acesso foi de 247 GB, mais 33,1% do que nos seis primeiros meses de 2020. Estima-se que, caso não tivesse ocorrido a pandemia de COVID-19, o valor teria crescido 21,5%. Segundo a Anacom, o efeito da pandemia foi, em média, de 38,5% por trimestre.

A taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa foi de 88 por 100 famílias clássicas no final do primeiro semestre de 2021, mais 5,4% do que no período homólogo.

O regulador detalha que nos mercados do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa destacam-se quatro entidades com quotas de subscritores relevantes: a MEO (40,7%), o Grupo NOS (34,6%), a Vodafone (21%) e a NOWO (3,3%).

A Vodafone foi o prestador cuja quota de acessos mais aumentou, numa subida de 0,8 pontos percentuais. A MEO foi o prestador que captou mais clientes em termos líquidos, tendo aumentado a sua quota em 0,3 pontos percentuais. Já as quotas do Grupo NOS e da NOWO diminuíram 0,8 e 0,3 pontos percentuais, respetivamente.

No que toca ao tráfego de banda larga fixa, a MEO atingiu os 38,9%, seguindo-se o Grupo NOS com 34,7% e a Vodafone com 23%. A quota da NOWO foi de 1,9%. Em comparação com o semestre homólogo, o Grupo NOS foi o prestador cuja quota de tráfego mais aumentou, subindo 0,6 pontos percentuais. As quotas da MEO e da NOWO diminuíram 0,2 pontos percentuais e a quota da Vodafone manteve-se.

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