Os resultados de um inquérito residencial conduzido pela INRA para a Comissão Europeia confirmam que na Europa a utilização de redes móveis está já ao nível da rede fixa. De acordo com o estudo, a percentagem de casas com pelo menos um telemóvel chegou aos 81 por cento em 2004, numa altura em que as casas com pelo menos um telefone fixo se situam nos 82 por cento.



A tendência de crescimento do uso de telefones móveis é acompanhada por um lento decréscimo do recuso a linhas fixas, indicando o estudo que só no último ano a percentagem de utilizadores das redes tradicionais caiu 3 por cento.



O relatório "Telecoms Services Indicators 2004" fornece novos indicadores sobre a forma como os agregados familiares utilizam as comunicações móveis, fixas e Internet, cobrindo 127 regiões da Europa nos 15 Estados-membros antes do alargamento da UE, tendo sido realizadas mais de 44 mil entrevistas.



Entre as conclusões apuradas destaca-se que apenas 3 por cento dos agregados familiares não possuía qualquer tipo de telefone, enquanto 66 por cento mantinha em simultâneo a rede fixa e assinatura de pelo menos um serviço de rede móvel. Em Portugal e na Bélgica a percentagem de casas sem telefone fixo é mais elevada, com 10 e 6 por cento, respectivamente.



Um número crescente de domicílios na Europa abdicou já da linha telefónica fixa, com Portugal e a Finlândia a destacar-se como os países onde esta percentagem é maior, com 33 por cento do total face à média de 15 por cento nos restantes Estados-membros.




A menor percentagem de linhas da rede fixa ajuda a colocar Portugal numa situação pior do que os seus congéneres da UE, com apenas 90 por cento dos agregados familiares a possuir um telefone (fixo e móvel), apesar dos tradicionais bons resultados de penetração de serviços móveis.


Internet de banda larga só para alguns

O mesmo estudo apura ainda que a percentagem de casas com acesso à Internet cresceu pouco em relação ao último inquérito, subindo de 34 para 39 por cento. As razões apontadas para não ter Internet em casa são o facto de não possuir um PC (40 por cento das respostas), para além da preocupação com os custos do serviço (listada por 16 por cento dos inquiridos).



Portugal está no fim da lista, com apenas 16 por cento dos inquiridos a aceder à Internet em casa face a uma média europeia de 39 por cento e a países como a Suécia e a Holanda com 73 e 65 por cento, respectivamente. Também nas ligações em banda larga o retrato do país não é famoso, com 7 por cento de utilização perante a média de 12 por cento. Mas, mesmo assim, ficou colocada à frente da Grécia e Irlanda (que aparecem com 0% de ligações de alta velocidade nos domicílios), da Itália (3%) e Alemanha (6%).



No relatório observa-se ainda que se nota um crescimento acelerado na adesão à banda larga na maioria dos países, mas que as taxas de penetração são mais elevadas nos países onde existe maior concorrência entre os serviços DSL e o Cabo, como é o caso da Holanda (36%) e Bélgica (32%).

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