Os efeitos da crise têm-se sentido em diversos mercados e o móvel não é excepção. Segundo a IDC, em Portugal, este segmento tem vindo a reflectir o mau período económico e, no último trimestre do ano passado, as vendas chegaram mesmo a sofrer uma quebra de 5,7 por cento face ao mesmo período de 2007, fixando-se nas 1,6 milhões de unidades.

Os telefones móveis tradicionais continuam a ser os que têm maior peso no mercado, com 1,4 milhões de unidades vendidas no quarto trimestre. Já o segmento dos smartphones cresceu 38,1 por cento no trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo sido vendidas 269 mil unidades, o que "mostra alguma indiferença deste segmento à crise em Portugal", diz a IDC com base no relatório IDC European Quarterly Mobile Phone Tracker.

Tendo em conta o volume global em 2008, durante todo o ano foram vendidos em Portugal 5,9 milhões de telemóveis - tradicionais e smartphones -, o que representa um crescimento de 4,4 por cento face a 2007. A IDC reporta que o segmento de smartphones foi o que verificou maior crescimento, com 877 mil unidades vendidas, ou seja, 38,3 por cento acima do volume de 2007. No que toca aos telemóveis tradicionais as vendas chegaram aos 5 milhões de unidades, o que representou um crescimento de apenas 0,2 por cento face a 2007.

Apesar de pouco animadores, os valores obtidos no período em questão conseguiram superar os registados no resto da Europa, onde o mercado sofreu um decréscimo de 13 por cento após três trimestres de consecutivos crescimentos negativos.

No que se refere às marcas mais vendidas, a Nokia manteve a liderança, seguida da Samsung, Sony Ericsson, LG, Motorola e Apple, tal como demonstra a tabela publicada pela IDC:

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