O responsável pela área de Cloud Computing na Micro Focus falou com o Tek a propósito de alguns dos principais tópicos do cloud computing na mente das empresas que ponderam este tipo de solução. Deu a sua visão sobre os temas e aproveitou a oportunidade para falar dos produtos da empresa e da forma como estes podem endereçar as questões abordadas.



TeK: As questões de segurança e roubo de dados que são cada vez mais notícia têm de alguma forma, na sua opinião, prejudicado a linha de desenvolvimento dos serviços de cloud computing, seja no ritmo de adopção ou na própria configuração dos serviços?

Mark Haynie:
O Micro Focus Enterprise Cloud Services (ECS) disponibiliza um ambiente de cloud computing em camadas com nuvens públicas, como as da Amazon e Microsoft. Disponibilizamos uma compatibilidade empresarial e camadas protegidas permitindo que os Departamentos de Information Technology (IT), Independent Software Vendors (ISVs) e System Integrators (SIs) confiem na estrutura e na segurança como se fosse o seu próprio centro de dados. O ECS garante que todos os dados são encriptados quando estão em movimento (através de HTTPS de e para a nuvem) ou estáticos (armazenados na memoria permanente da nuvem). Fazemos isto através da Public Key Infrastructure (PKI) - uma camada extra de encriptação que utiliza os padrões de clientes certificados x.509. Para garantir que não há perda de dados, a estrutura faz cópias de segurança regulares em associação com as aplicações empresariais e estas cópias de segurança são replicadas três vezes em três localizações diferentes, que também estão encriptadas. Por isso, se a localização da cópia de segurança se perde é imediatamente substituída por uma das outras duas. Devido à encriptação, a cópia de segurança perdida não pode ser desencriptada por ninguém. Foram vários os estudos que demonstraram que os centros de dados na nuvem podem ser ainda mais seguros que os centros de dados tradicionais.

[caption]Mark Haynie[/caption]

TeK: Na evolução deste tipo de serviços parece ser uma tendência, pelo menos no universo das grandes empresas, os modelos mistos em que parte da "nuvem" está residente no cliente e outra parte no parceiro que fornece o serviço. É este o modelo que tende a afirmar-se no futuro?

Mark Haynie:
Na minha perspectiva sim, o Software-as-a-Service (SaaS), em associação com aplicações, irá tornar-se a norma. Isto aplica-se também às aplicações existentes escritas antes de SOA, SaaS ou RESTful Web Services. O Micro Focus Enterprise Cloud Services disponibiliza uma plataforma na qual as aplicações hospedadas existentes na nuvem não são rescritas ou re-arquitecturadas. Isto dá aos nossos clientes mais flexibilidade e menos riscos quando decidem correr as suas aplicações COBOL: On-premise (Windows, Linux, UNIX), na nuvem (Amazon, Microsoft) ou, se preferirem, de volta a HP3000, IBM AS/400 ou outros ambientes de onde vieram.



TeK: Em termos financeiros a lógica do cloud computing permite de facto às empresas pouparem dinheiro ou mais do que a questão financeira é na inovação e na eficiência que residem os maiores ganhos?

Mark Haynie:
Esta é uma questão de flexibilidade, não apenas de poupança de custos. E também uma questão de como controlar esses custos. O "CapEx to OpEx" significa que está a alugar as suas instalações de centro de dados em vez de as comprar. Porque aluga tanto o hardware como o software e faz isso numa base por unidade, só utiliza o que necessita. As aplicações empresariais típicas que podem correr na nuvem e que utilizam o Micro Focus Enterprise Cloud Services podem consistir em cargas de trabalho em lotes que correm no final de trimestre ou no final do ano. Correr estas cargas de trabalho na nuvem significa que não tem de ampliar o seu centro de dados para corresponder a necessidades que só tem durante algumas semanas do ano.

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