Por Fátima Abelha (*)

 

A indústria de TI não vê estes níveis de atenção gerada à sua volta desde o início da década de 90 – enfim, desde que a internet original foi introduzida. Agora, o termo Internet of Things (IoT) é utilizado para denominar a conectividade wireless entre equipamentos, sistemas e serviços, muito para lá do tradicional M2M (machine to machine).
Actualmente, a Internet está praticamente dependente de nós, utilizadores, para obter informação. Não nos esqueçamos de que os aproximadamente 50 petabytes de dados disponíveis na Internet foram capturados e criados, primeiramente, por seres humanos no processo da escrita, ao clicarem num botão de gravação de vídeo ou de fotografar, ou até na leitura de códigos de barras.
Os dados são gerados por tudo – desde máquinas de venda de refrigerantes até aos mais de 20-30 mil milhões de equipamentos que vão chegando ao mercado (muitos deles wearables). Esta quantidade massiva de dados necessita de ser processada e analisada em tempo real. A IoT trabalha no sentido de conectar todos estes equipamentos remotos a um grande centro de dados centralizado, para desta forma garantir informação sobre o estado, localização, funcionalidade e outras informações.
A IoT irá gerar quantidades massivas de dados inseridos por fontes distribuídas globalmente, pelo que transferir estes dados para um único grande centro de dados a milhares de quilómetros para processamento de informação não será, de todo, técnica e economicamente viável.
Este momentum terá um efeito transformacional no mercado dos centros de dados e das tecnologias, por forma a conseguir suportá-lo. Processar quantidades largas de dados advindos da IoT necessitará que os centros de dados estejam localizados mais perto da fonte dos dados para conseguir oferecer segurança, capacidade e velocidades (com latência reduzida).
Uma solução para esta questão poderá estar na implementação, em grande escala, de micro centros de dados perto das origens dos dados. Portanto, faz todo o sentido ter um maior número de centros de dados mais pequenos, que consigam suportar as necessidades em tempo real. Como serão necessários centenas destes micro centros de dados por cada grande cidade não poderão ser personalizados.
Será necessário uma estandardização e pré-fabrico destes centros de dados mais pequenos, para que fiquem asseguradas a confiança, o custo baixo e o serviço melhorado, alcançados através de economias de escala.
O mercado dos wearables está em franca expansão, e existem cada vez mais equipamentos conectados através da IoT, que por vezes escapam à detecção imediata, e que poderão estar, neste momento, a potenciar a melhoria da qualidade de vida. Porém, para que isso aconteça, a internet tem que funcionar e a conexão precisa de ser rápida e segura – com a ajuda de um micro centro de dados perto de si, claro.

 

(*) Enterprise Manager, IT Business da Schneider Electric.

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